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Cidadania e Justiça

ABNT discute acessibilidade no transporte público

Pessoa com deficiência

Reunião discutiu normas de segurança para o acesso de cadeirantes em ônibus
por Portal Brasil publicado: 07/10/2013 13h58 última modificação: 30/07/2014 01h03

Foi realizada na quinta-feira (03), na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH-PR) em Brasília (DF), a 6ª reunião da Comissão de Estudo de Transporte com Acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O evento teve como objetivo a revisão da norma que trata sobre acessibilidade em veículos de características rodoviárias para o transporte coletivo de passageiros.

A reunião discutiu o uso dos apoios para os braços nos ônibus quando o cadeirante usa a cadeira de transbordo para tomar o assento. Foi proposto um texto para que haja apoio de braço basculante (móvel) em todos os assentos laterais do corredor, e também na parte central das poltronas duplas.

Cadeirantes são a favor da proposta

As pessoas com deficiência presentes na reunião se manifestaram a favor do texto, com a avaliação de que ele oferece maior acessibilidade. Segundo elas, o braço fixo pode causar lesões, além de atrapalhar a passagem de um banco para outro. Porém, outros participantes ponderaram que esse modelo pode oferecer riscos aos passageiros numa curva ou frenagem brusca do veículo.

Como não houve consenso na construção do texto, a revisão do item foi adiada para a 7º reunião da comissão, que será realizada em Porto Alegre (RS) no dia 7 de novembro. A Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência é favorável ao braço reclinável por oferecer acessibilidade e autonomia às pessoas com deficiência.

O consultor de estudos para acessibilidade em transporte público da ABNT, Eduardo Cazoto Belopede, dirigiu a reunião que contou ainda com as presenças de representes da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (Fabus) e Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (ANFAVEA).

O evento foi transmitido ao vivo pelo site www.pessoacomdeficiencia.gov.br e quem não pôde comparecer ao local teve a chance de enviar suas propostas pela internet.

Fonte:

Secretaria de Direitos Humanos

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