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Cidadania e Justiça

Casa da Mulher de Curitiba investe no empreendedorismo

Mulher, Viver sem Violência

Espaço Mulher Empreendedora tem investimento de R$ 219,5 mil e vai assessorar mulheres em situação de risco
por Portal Brasil publicado: 10/10/2013 15h37 última modificação: 30/07/2014 01h04
Edson Rimonatto/SMEM Secretária municipal da Mulher, Roseli Isidoro, recebe plano de trabalho da Agência Curitiba de Desenvolvimento S/A

Secretária municipal da Mulher, Roseli Isidoro, recebe plano de trabalho da Agência Curitiba de Desenvolvimento S/A

Avançam, na capital paranaense, as negociações para incentivar a autonomia econômica de mulheres que serão atendidas pela Casa da Mulher Brasileira, do programa Mulher, Viver sem Violência, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR). A unidade será construída, no primeiro semestre de 2014, e já mobiliza a organização de serviços a serem prestados para a população.

O Espaço da Mulher Empreendedora é inédito no país e pode servir de referência às demais unidades da Casa da Mulher Brasileira que serão implantadas em 27 capitais. O espaço é de autoria da Agência Curitiba de Desenvolvimento S/A e conta com o apoio da Secretaria Municipal da Mulher de Curitiba. Tem investimento estimado em R$ 219,5 mil e vai demandar o trabalho de dois profissionais para assessoramento às mulheres em situação de vulnerabilidade econômica e social

Espaço Mulher Empreendedora

De acordo com a secretária municipal da Mulher de Curitiba, Roseli Isidoro, o Espaço Mulher Empreendedora vai propiciar a criação ou expansão de negócios empresariais para autonomia econômica e financeira das mulheres em situação de violência. A ideia é ir além do encaminhamento ao emprego e ofertar mecanismos de apoio e de orientação para as mulheres que se desafiarem a empreender ou reunirem o perfil, aptidão e as condições necessárias para abrir seus próprios negócios.

“É uma proposta de trabalho com foco no recomeço e na superação das marcas da violência, que estende benefícios não apenas à mulher, mas à família e às pessoas em volta dela”, diz Roseli. “Combinada com o reforço a toda uma rede de proteção dos direitos da mulher, a iniciativa promove autoestima e empoderamento às vítimas de violência que farão com que a mulher possa enxergar um futuro melhor para ela e sua família. Essa é nossa expectativa”, afirmou.

Entregue pela diretora-presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento S/A, Gina Paladino, em 24 de setembro, o primeiro plano de trabalho elenca a oferta de serviços às mulheres vítimas de violência na unidade da Casa da Mulher Brasileira de Curitiba. “Nosso objetivo é que a gente consiga, a partir da iniciativa de Curitiba, contaminar as outras unidades do programa para que elas possam criar modelos similares de atendimento para incentivar as mulheres a empreender”, considerou Gina Paladino.

Em audiência com a secretária Roseli Isidoro, detalhou a proposta: “há toda uma metodologia de atendimento desenvolvida para auxiliar a mulher na identificação das suas habilidades de negócio, competências, capacidade empreendedora, na formulação do plano de negócio, sobre a documentação necessária à formalização e na orientação para a gestão da atividade, a fim de assegurar a viabilidade desses empreendimentos”. E frisou o objetivo de recuperação das vítimas da violência machista, pois, segundo ela, é “na vertente empreendedora onde mais facilmente as pessoas conseguem se valorizar”, completou.

Os sete escritórios regionais da Agência Curitiba de Desenvolvimento S/A, localizados na capital, atenderam 19.046 pessoas de janeiro a agosto deste ano. Destas, 1.371 já formalizaram seus negócios.

Gênero e empreendedorismo

Segundo dados de pesquisa, de 2012, do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, o Sebrae, as mulheres correspondem a 46% dos empreendedores individuais (MEI) existentes no País. Atualmente, há 3,3 milhões de trabalhadores formalizados como MEI em todo o Brasil. No Paraná, são 176.379 MEIs, dos quais 96.394 são homens (54,7%) e 79.985 (45,3%) são mulheres.

Em Curitiba, segundo o banco de dados do Portal do Empreendedor, as mulheres somam 49% dos 35.623 trabalhadores formalizados como microempreendedores individuais em 23 de setembro de 2013. A maior parte delas se dedica ao comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (2.843), a atividades de tratamento de beleza, exceto cabeleireiras (2.377). Seguidas das que atuam como cabeleireiras (2.112), das que trabalham com confecção, sob medida ou não, de peças de vestuário, exceto roupas íntimas (950) e das que se dedicam ao comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal (420).

Fonte:

Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República

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