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Cidadania e Justiça

Conferência Nacional discute futuro do campo

Desenvolvimento rural sustentável

Ao todo, mais de 40 mil agricultores e assentados participaram das reuniões que antecederam o encontro nacional
por Portal Brasil publicado: 15/10/2013 15h15 última modificação: 30/07/2014 01h04
Divulgação/Incra Solenidade teve a participação de ministros, representantes de movimentos sociais e 1,2 mil delegados estaduais

Solenidade teve a participação de ministros, representantes de movimentos sociais e 1,2 mil delegados estaduais

A construção do futuro do rural brasileiro feita de forma participativa, por Governo Federal e sociedade civil, foi a tônica da abertura oficial da 2ª Conferência de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (CNDRSS) nesta segunda-feira (14). A solenidade contou com a participação de ministros de estado, representantes de movimentos sociais e 1,2 mil delegados dos 26 estados e do Distrito Federal.

O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf) e ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Pepe Vargas, destacou a presença de mais de 60% da sociedade civil organizada na Conferência. "Essa é a Conferência da igualdade, da participação social, da esperança crítica e da consolidação da agricultura familiar. O desenvolvimento rural precisa ser feito em sua plenitude, garantindo terra para quem não tem terra e mais terra para quem tem pouca terra.", avaliou.

Anfitrião do evento, Pepe Vargas comemorou a paridade entre gêneros e a participação da juventude no evento, duas premissas da Conferência. "É muito bonito que essa demanda tenha vindo do rural brasileiro. Ter metade de mulheres e pelo menos 20% de jovens garante que todos serão ouvidos e atendidos", afirmou o ministro.

Pepe Vargas apontou os desafios para os próximos anos e destacou os avanços e conquistas do Governo Federal, principalmente na reforma agrária. "Dos 88 milhões de área reformada, 65% foram obtidos nos últimos 10 anos, nos governos Lula e Dilma", assegurou.

Movimentos Sociais

O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, renovou o compromisso de diálogo do Governo Federal com o povo brasileiro. "Talvez a melhor coisa que nós fizemos foi apoiar o surgimento da sociedade civil para construir políticas públicas. Esta é, sem dúvida, a maior vitória do Governo Federal. E isso ninguém tira da população, essa organização em prol do avanço", celebra.

Representante dos 18 povos e comunidades tradicionais presentes, Maria Helena Rodrigues, afirmou estar honrada por representar mulheres e jovens brasileiros do meio rural, que compõem mais de 70% da plenária da Conferência. "Nós estamos construindo o nosso futuro. O futuro dos nossos filhos, dos nossos jovens. Queremos permanecer no meio rural, na nossa comunidade, com vida digna.Queremos construir um plano com a cara do Brasil, que seja diverso e que contemple a todos", disse.

Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch, os delegados representam a diversidade do campo brasileiro. Ele apontou a reforma agrária como principal desafio do desenvolvimento rural. "Precisamos olhar com carinho para essa questão do acesso à terra. Entendemos que é uma oportunidade imensa que o meio rural brasileiro tem de avaliar as muitas políticas públicas do Governo Federal no campo", salienta.

Até chegar à Conferência Nacional, foram realizados quase 500 encontros, entre intermunicipais, territoriais, livres, temáticos e estaduais. Com isso, mais de 40 mil moradores do campo, entre agricultores familiares, assentados da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais, mulheres e jovens participarão da construção do Plano Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, que norteará o rural brasileiro pelos próximos anos.

Participaram ainda do evento representantes dos ministérios da Educação, Saúde, Integração Nacional, Desenvolvimento Social e Combate à Fome e da Secretaria de Políticas para as Mulheres, o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Carlos Mário Guedes de Guedes, além de representantes dos movimentos sociais de mulheres, quilombolas, indígenas, extrativistas, pescadores artesanais, cooperativas e jovens.

Fonte:

Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária

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