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Cidadania e Justiça

Grupo de Trabalho Araguaia exuma dois restos mortais

Ditadura Militar

Trabalhos de busca e localização são realizados desde a década de 1990, e já exumou 27 restos mortais na região
por Portal Brasil publicado: 04/10/2013 11h47 última modificação: 30/07/2014 01h03

O Grupo de Trabalho Araguaia (GTA) encerrou nesta quarta-feira (2) mais uma etapa das atividades de busca. Iniciada no último dia 22 de setembro, as buscas no antigo cemitério de São Geraldo do Araguaia, no Pará e na antiga base militar situada em Xambioá, em Tocantins, resultaram na exumação de dois conjuntos de restos mortais, que foram encaminhados ao Instituto Nacional de Criminalística para análise.

O Grupo de Trabalho Araguaia é composto por representantes do Ministério da Defesa, Ministério da Justiça e Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), que o coordenam. A equipe que acompanhou o grupo de trabalho era composta por antropólogos, arqueólogos e geólogos, além de familiares de mortos e desaparecidos da guerrilha e representantes do Ministério Público Federal (MPF).

Histórico

Os trabalhos de busca e localização são realizados desde a década de 1990. Até agora foram exumados 27 restos mortais na região. Todo o material colhido passa por exames antropométricos e por extração de DNA. Após a perícia eles são armazenados no Hospital Universitário de Brasília.

No início de 2012, peritos do GTA estiveram nos Estados Unidos para identificar novas técnicas de extração de DNA de material genético degradado, aperfeiçoando, assim, os trabalhos da equipe.

Quem tiver quaisquer informações relacionadas à guerrilha do Araguaia ou sobre os possíveis locais onde teriam sido enterrados os guerrilheiros devem ligar para o Disque Direitos Humanos (Disque 100). As ligações são gratuitas, podem ser feitas de qualquer telefone e não há necessidade de identificação.

Guerrilha do Araguaia

A Guerrilha do Araguaia foi um movimento que surgiu na década de 1970 em oposição à ditadura civil-militar de 1964. Até hoje, dezenas de militantes da guerrilha estão desaparecidos. Em 2009, a juíza da 1ª Vara Federal do Distrito Federal, Solange Salgado, determinou que o governo federal reiniciasse as buscas na região, dando continuidade ao trabalho iniciado pelos familiares dos mortos e desparecidos políticos.

Fonte:
Secretaria de Direitos Humanos

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