Cidadania e Justiça
Ministra e jovens discutem sobre o trabalho infantil
Proteção das crianças
“Para a gente avançar no combate ao trabalho infantil, vamos precisar ouvir os jovens”, declarou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) durante encontro com os adolescentes que fazem a cobertura da 3ª Conferência Global sobre Trabalho Infantil. Durante 40 minutos, cerca de 30 jovens observaram atentos à fala da ministra sobre a erradicação sustentável do trabalho infantil. Há cinco meses,estes adolescentes de 27 Estados brasileiros estão se preparando para esse momento.
Eles foram selecionados em escolas públicas dos 26 Estados Brasileiros e o Distrito Federal e convidados a realizar a cobertura do evento. O projeto é facilitado pela Viração Educomunicação e apoiado pelo MDS e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Apenas 23 conseguiram vir para a Conferência, mas todos os 27 participaram de três encontros preparatórios e mini-fóruns realizados em maio, agosto e outubro.
“Fizemos a formação dos jovens tanto no conteúdo quanto na linguagem sobre o Trabalho Infantil”, explica Elizangela Cordeiro, da Viração. “O melhor de participar de uma conferência desse tamanho é que o encontro com pessoas de tantas culturas nos motivou a conhecer a situação do trabalho infantil em outros países”, ressalta Thailane Oliveira, participante do projeto que contempla jovens entre 15 e 17 anos.
Essa preocupação global surpreendeu a ministra, “achei interessante esse retorno da preocupação deles não só com o Brasil mas com todo o mundo”. Para Tereza Campello, um dos ensinamentos do encontro foi “aprender a ouvir e reforçar uma frase muito usada pelas pessoas com deficiência: nada sobre nós, sem nós”.
Questionada sobre a meta de erradicação das piores formas de trabalho infantil até 2016, Campello afirmou que o objetivo é ousado, mas que o Governo está movendo esforços para alcançá-lo. “Somente de 2011 a 2012, já tivemos uma queda de 15% no número de crianças em trabalho infantil entre 5 e 15 anos, é possível sim alcançar a meta”.
O adolescentes pleitearam um maior espaço nas próximas conferências sobre o tema, além de dar contribuições sobre como tornar as escolas mais atrativas para os jovens.Thailane, por exemplo, sugeriu a inclusão de aulas de política e direitos dos adolescentes na grade curricular das escolas de ensino médio.
“Precisamos dessa energia da juventude, essa vontade de mudar o mundo na erradicação sustentável do trabalho infantil”, concluiu a ministra.
Consulte o conteúdo produzido pelos jovens.
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