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Cidadania e Justiça

Seminário marca 15 anos do Pronera no RS

Reforma agrária

Programa de educação da reforma agrária já beneficiou mais de 270 mil pessoas no Brasil todo
por Portal Brasil publicado: 23/10/2013 13h56 última modificação: 30/07/2014 01h04

Um momento para comemorar conquistas, reafirmar compromissos e identificar desafios: assim foi o Seminário Estadual Pronera 15 Anos – evento em comemoração ao aniversário do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), realizado nesta terça-feira (22) no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Mais de 120 alunos do programa, além de representantes das instituições parceiras prestigiaram o seminário.

Na ocasião, o presidente da Assembleia, Pedro Westphalen, entregou a coordenadora nacional do Programa, Clarice dos Santos, a medalha da 53ª legislatura em reconhecimento a importância da iniciativa. “É a primeira medalha que recebemos de um parlamento. Ela pertence a todas as mais de 270 mil pessoas beneficiadas pelo Pronera”, afirmou Clarice. Para o deputado estadual Edgar Pretto o legislativo gaúcho estava honrado em receber os estudantes em sua casa. “Vocês são uma esperança na educação brasileira”, disse o deputado.

Representando a coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Edgar Kolling recordou que o Pronera é fruto de um contexto de lutas sociais que inclui episódios como o massacre de Eldorado dos Carajás na década de 90. “O Pronera é uma conquista naquela correlação de forças. O que somos, o que pensamos nestes quinze anos é produto desta luta”, afirmou.

Desafios

A programação incluiu uma palestra com o professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Gaudêncio Frigotto, que enfatizou a importância do conhecimento e dos estudos para a formação humana. Ele lembrou que, na faixa entre 16 e 22 anos, 57,9% dos jovens brasileiros apenas trabalha, não estuda – idade em que deveriam estar concluindo o ensino médio ou freqüentando a universidade. “Temos 13 milhões de analfabetos, são cinco vezes a população do Uruguai”, disse o professor.

Estes dados reforçam a importância do Pronera, em um momento em que, como pondera Clarice, o estado tem investido muito em educação. “É a ação que une Estado, movimentos sociais, sociedade e que estrutura condições de mudanças a longo prazo. Estamos formando as novas gerações”.

Os representantes das instituições parceiras reconhecem o valor e a singularidade do programa, especialmente pela metodologia da alternância, que permite que os estudantes estudem e trabalhem em suas comunidades, aplicando o conhecimento adquirido. Também é valorizada a possibilidade de acesso da população rural a curso de diferentes níveis. A professora da UFPel Margarida Buss Raffi integra a coordenação colegiada das duas Turmas Especiais de Medicina Veterinária. “É uma satisfação termos a segunda turma no curso. A UFPel tem mais de 100 cursos, que coisa maravilhosa seria se conseguíssemos novas turmas em diferentes cursos”, afirmou.

O superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária do RS (Incra/RS), Roberto Ramos, entregou homenagens às entidades parceiras. Estavam presentes representantes das universidades Federal de Pelotas (UFPel), Federal da Fronteira Sul (UFFS), Federal de Santa Maria (UFSM), Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), do Instituto Técnico de Capacitação e Pesquisa da Reforma Agrária (Iterra) e do Instituto Educar. Também foram homenageadas a servidora Maria de Lourdes Álvares da Rosa, que foi asseguradora do programa no RS desde seu início, e que agora trabalha no Incra/SC, e Conceição Melo, asseguradora do Pronera/RS.

O Pronera

O Programa atua em parceria com instituições de ensino, viabilizando cursos de educação básica (alfabetização, ensino fundamental e médio), técnicos profissionalizantes, cursos de nível superior e de especialização. No RS, 34 turmas já foram atendidas, beneficiando mais de 3,6 mil alunos. O programa também possibilitou a edição de 404 mil volumes de material pedagógico.

Atualmente, 405 alunos estão em aulas no RS – a turma mais recente é a de graduação em História, uma parceria com o Instituto Técnico de Capacitação e Pesquisa da Reforma Agrária (Iterra) e a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), cujas aulas iniciaram neste semestre.

Fonte:

Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária

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