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Cidadania e Justiça

Centrais de Alimentos melhoram aproveitamento de produtos

Segurança alimentar

Em Toledo, população tem acesso a refeição balanceada, de boa qualidade e baixo custo, por meio do PAA e da Cozinha Social. Conheça
por Portal Brasil publicado: 06/11/2013 12h21 última modificação: 30/07/2014 01h12

No município de Toledo, na região oeste do Paraná, a população de baixa renda atendida pelos Restaurantes Populares e pela rede socioassistencial tem mais acesso a uma refeição balanceada, de boa qualidade e baixo custo, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e da Cozinha Social. Gerenciada como uma enorme central de recebimento dos alimentos fornecidos pela agricultura familiar, a Cozinha Social de Toledo tornou-se um modelo para todo o país.

Graças a ela, cerca de 2,5 mil refeições são servidas diariamente em cinco Restaurantes Populares, ao preço de R$ 1,50. Além deles, outras 10 entidades socioassistenciais e três casas abrigo recebem, por meio da Cozinha Social, alimentos produzidos por 180 famílias de agricultores cadastradas no PAA. Legumes, verduras, carne suína, tilápia, pães, mandioca e suco de uva são os principais alimentos fornecidos pelos agricultores locais. Em 2013, foram investidos por meio do PAA, R$ 769 mil para compra de produtos da agricultura familiar local.

Desde que foi fundada, em dezembro de 2006, a Cozinha Social de Toledo tem aumentado não apenas a quantidade de refeições oferecidas, mas também o número de funcionários. A cozinha iniciou com apenas 25 pessoas trabalhando. Hoje já são cerca de 60, entre funcionários de produção e nutricionistas. Entre outros projetos para o próximo ano, o município deverá inaugurar, em parceria com a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), o sexto restaurante popular, dentro do campus, para atender aos alunos e à comunidade, com capacidade para mil refeições diárias.

Segundo o diretor da Cozinha Social, Luiz Carlos Bazei, a meta do município para 2014 é comprar e distribuir, por meio do PAA, a produção de todas as 420 famílias de agricultores habilitadas a fornecer para o programa. Para isso, a Cozinha Social está passando por uma ampla reforma, financiada com recursos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). O investimento total será de aproximadamente R$ 1,3 milhão.

A primeira etapa envolve ampliações de espaços com a construção de uma sala nova de armazenamento de saladas, depósito, câmara de congelamento, entre outros ambientes. O projeto também prevê uma sala de descanso aos funcionários. Após a reforma e ampliação, a Cozinha Social receberá equipamentos novos e modernos. Entre eles, uma despolpadora de peixe e uma máquina para aproveitar o resíduo de soja, transformando-o em farinha. “Com isso, vamos incrementar o cardápio dos restaurantes com mais pratos à base de tilápia, e também fornecer farinha de soja para a multimistura distribuída pelas pastorais da Criança e dos Idosos”, conta Bazei.

Modernização

Reconhecida como uma tecnologia social que gera resultados efetivos para a população, a Cozinha Social de Toledo reflete a importância das centrais de recebimento e distribuição de alimentos para a boa gestão do PAA. Quando bem equipadas, as centrais contribuem para a melhor conservação dos alimentos e para um maior aproveitamento da produção das famílias de agricultores, além de facilitar o controle do município sobre a distribuição dos produtos. Por isso, o MDS está investindo na modernização das centrais em todo o país.

“O programa está crescendo muito e, junto com ele, a quantidade de entidades que recebem alimentos da agricultura familiar. É preciso ajudar os municípios a se estruturar de forma mais adequada ao recebimento e armazenamento desses produtos”, explica o secretário de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Arnoldo de Campos. Ele acrescenta que a qualificação das centrais também tem o objetivo de atender ao novo perfil do PAA, com maior valorização de alimentos orgânicos e de base agroecológica e de produtos da sociobiodiversidade.

“O desafio de fornecer um alimento mais saudável passa, também, pela qualificação das centrais. Uma coisa é trabalhar com produtos processados, com validade de seis meses, um ano. Outra coisa é trabalhar com produtos orgânicos, verduras, legumes, produtos frescos, carnes, laticínios. São produtos mais saudáveis e que exigem estrutura diferenciada”, afirma. “Isso é o que Toledo está fazendo, adequando a sua capacidade ao perfil da produção local. Nosso objetivo é qualificar as centrais de todo o país.”

Fonte:
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

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