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Cidadania e Justiça

Pesquisa aponta que 80% dos usuários de crack querem tratamento

Crack, é possível vencer

Estudo mostra a necessidade de políticas públicas voltadas para adolescentes e preocupação com o Nordeste
por Portal Brasil publicado: 21/11/2013 18h07 última modificação: 30/07/2014 01h13

O secretário nacional de Políticas sobre Drogas, Vitore Maximiano, destacou em audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira, que 80% dos usuários de crack manifestam desejo de buscar tratamento. Esse é um dos dados do estudo “Estimativa do número de usuários de crack e/ou similares nas capitais do País”, encomendado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Conforme Maximiano, a maior parte dos usuários quer algum tipo de ação social como tratamento, mais do que um tratamento de saúde. Ele enfatizou ainda que o uso do crack está, em geral, associado ao uso do álcool. “É a droga que mais gera problemas para a família brasileira”, enfatizou.

Foco em adolescentes e no Nordeste

A pesquisa mostrou que os usuários regulares de crack ou de formas similares de cocaína fumada (pasta-base, merla e oxi) somam 370 mil pessoas nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal.

Segundo o secretário, isso representa 0,8% da população nas capitais brasileiras. Segundo ele, chama atenção o fato de que 50 mil usuários são menores de 18 anos, o que demanda políticas públicas específicas para adolescentes.

“A prevalência é maior nas capitais do Nordeste do que nas próprias capitais do Sudeste, o que também nos chamou bastante atenção, na medida em que os meios de comunicação têm mostrado o problema sobretudo nas grandes cidades do Sudeste”, complementou.

Ações

Entre as ações do governo, o secretário destacou o programa de financiamento de vagas para usuários em comunidades terapêuticas, sendo 4.070 vagas ofertadas em todos os estados brasileiros. "As comunidades realizam acolhimento, e não internação", explicou.

Ele citou ainda o programa nacional de teleatendimento (Disque 132), que funciona 24 horas por dia, com 80 consultores contratados, que podem auxiliar familiares, professores e os próprios usuários.

Fonte:
Ministério da Justiça

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