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Cidadania e Justiça

Seminário apresenta curso do Pronera a agricultores do RS

Educação do campo

Seleção dos alunos será realizada no dia 17 de fevereiro. Inscrições vão até o dia 14
por Portal Brasil publicado: 29/01/2014 17h13 última modificação: 30/07/2014 01h20

Cerca de 200 agricultores participaram de seminário de sensibilização para o curso superior de Tecnologia em Agropecuária – primeira iniciativa do Programa Nacional de Educação da Reforma Agrária (Pronera) voltado para beneficiários do Programa Nacional do Crédito Fundiário (PNFC). O evento, realizado na terça-feira (28) aconteceu no auditório da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI). 

O curso está com inscrições abertas até o dia 14 de fevereiro. Serão ofertadas 40 vagas, e o seminário reuniu interessados para esclarecer dúvidas e repassar informações.

"É muito gratificante iniciar este curso inédito neste que é o Ano Internacional da Agricultura Familiar", afirmou Conceição Melo, asseguradora do Pronera no Rio Grande do Sul. Ela explicou que o Pronera surgiu em razão de demandas dos movimentos sociais ligados à reforma agrária, que buscavam um modo de educação próprio, que valorizasse a vida do campo, com a adoção da pedagogia da alternância – um tempo para o estudo, outro para as atividades na terra. Apenas em 2010 o Pronera, por meio de decreto, passou a atender outros públicos além dos agricultores assentados.

Ela enfatizou que este curso em parceria com a URI é voltado para um público bem específico. "Pode se inscrever o beneficiário do PNCF ou seu dependente que more no lote adquirido", informou Melo. 

Formação

Para o coordenador do curso, professor Luis Pedro Hillesheim, o diferencial da proposta, além da especificidade do público, é proporcionar uma formação que torne os agricultores sujeitos e agentes do desenvolvimento regional. "O aluno inicia um projeto para sua propriedade no primeiro dia de aula. Quando conclui o curso, ele vai gerar emprego, não procurar. É o desafio de sair com uma oportunidade de espaço de vivência e renda da família", afirmou o professor, destacando que a experiência contribui para a questão da sucessão rural.

De fato, é o que preocupa os agricultores. Sandra de Cezar, de Vista Alegre, trouxe a filha Chanauana para o seminário. O financiamento da área de 13 hectares saiu em nome da filha, de 20 anos, e a família planeja trabalhar na produção leiteira. Chanauana quer ser médica veterinária e a mãe ficou interessada no curso do Pronera. "Achei muito bom. É direcionado para a agricultura familiar, para a gente planejar, investir na propriedade, viver bem", disse Sandra, que pensa em se inscrever.

Para Elenir Migliolini, de Cerro Grande, não havia ainda aparecido uma oportunidade assim. Ela vive com o marido e duas filhas pequenas na área que adquiriram pelo PNFC em 2004, onde plantam de tudo um pouco, e o forte é a produção de milho. O que chamou sua atenção foi a facilidade proporcionada pela alternância.

Já Suélen Veloso Petter concluiu o segundo grau no ano passado, e busca opções. "Gosto de trabalhar com agricultura. É bom. É minha vontade ficar", declara. 

Crédito Fundiário

Programa Nacional do Crédito Fundiário possibilita que trabalhadores rurais sem terra ou com pouca terra possam comprar um imóvel rural por meio de um financiamento. O recurso ainda é usado para viabilizar infraestrutura necessária para a produção e assistência técnica e extensão rural. O programa já beneficiou 28.138 famílias no Rio Grande do Sul em 13 anos de atuação, com aquisição de 306.930 hectares. 

A iniciativa passou por importantes reformulações em 2013. "Demos passos importantes. As condições econômicas mudaram muito nos últimos dez anos, e para melhor. Revisar juros e prazos era necessário", explicou o delegado federal do Ministério do Desenvolvimento Agrária no Rio Grande do Sul, Marcos Regelin. "Costumo dizer que praticamente relançamos o programa, que agora tem uma perspectiva de combate à pobreza rural, uma linha específica de financiamento para a juventude e novos valores de juros", complementou a diretora interina PNFC, Raquel Santori.

O curso

A seleção dos alunos será realizada no dia 17 de fevereiro, com aplicação de uma prova, incluindo questões de português e sobre agricultura, além de uma redação. As inscrições podem ser feitas até o dia 14 do mesmo mês. Podem concorrer a uma vaga jovens e adultos beneficiários do PNFC residentes na região do Médio Alto Uruguai e na região do Rio da Várzea.

O curso terá 2.430 horas/aula e mais 60 horas de atividades complementares. As aulas serão ministradas na URI/Campus Frederico Westphalen. Além da parceria entre URI e Incra formalizada por meio de convênio pelo Pronera, outras entidades também apóiam a iniciativa, como Emater e a Associação Regional das Casas Familiares do Sul do Brasil (Arcafar Sul).

Fonte:
Instituto Nacional de Colonização da Reforma Agrária

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