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Associação do Memorial da Anistia homenageia ministra Eleonora Menicucci

Anistia

No evento, ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres homenageou viúva do cartunista Henfil pelos seus 70 anos de nascimento
por Portal Brasil publicado: 02/04/2014 18h27 última modificação: 30/07/2014 01h26

Durante o ato público “50 Anos de Resistência à Ditadura de 1964”, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), Eleonora Menicucci, foi homenageada com uma placa, entregue pelo vereador Tarcísio Caixeta. O evento foi promovido pela Associação dos Amigos do Memorial da Anistia Política do Brasil, no local onde funcionou o Colégio de Aplicação da UFMG, ao lado do prédio da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich). No local funcionará a futura sede do Memorial.

Em seu pronunciamento, a ministra lembrou que foi na Fafich que ela iniciou sua militância, primeiramente no movimento estudantil, depois na resistência à ditadura, que a levou à prisão e à tortura. “No dia 1º de março de 1964, coloquei pela primeira vez meus pés aqui, onde aprendi a ser sujeito de direitos, aprendi que viver é lutar. A Fafich está nas vidas de quem ali estudou de maneira muito importante e forte. Nela aprendemos não só teoria, mas a prática da política, o respeito, a luta contra a ditadura e seus desmandos”, afirmou a ministra.

Eleonora Menicucci afirmou que faz parte de uma geração que construiu na luta contra a ditadura os rumos da democracia no País. “A consolidação das leis democráticas são resultado das ações de jovens que enfrentaram torturas e prisões. Nosso destino era a cadeia ou a morte. Fui contemplada com a cadeia, mas sobrevivi para continuar na luta pela justiça social, por um país mais equânime e sem preconceitos de qualquer ordem”, disse.

Significado 

Segundo a ministra, há um forte significado  de o Memorial estar sendo construído  ali, ao lado do palco de tantos acontecimentos de resistência à ditadura. O espaço de memória e consciência  é destinado a preservar o legado e o acervo da Comissão de Anistia e servirá  de instrumento simbólico de reparação moral àqueles que foram perseguidos e tiveram seus direitos violados durante os governos ditatoriais.

No mesmo evento, a ministra foi convidada a prestar  homenagem à viúva do cartunista Henfil, também ex-aluno da Fafich,  pelos 70 anos de nascimento do artista.  Outra homenageada, com o título de cidadã honorária de Belo Horizonte, foi a viúva do educador Paulo Freire, Nita Freire. Também houve a entrega simbólica dos arquivos da Câmara Municipal de Belo Horizonte que homenageiam os que lutaram pela democracia no Brasil.  A doação foi feita seu  presidente, vereador Léo Burguês de Castro, ao presidente da Comissão de Anistia e Secretário Nacional de Justiça/ MJ,  Paulo Abrão, e ao presidente da Comissão da Verdade em Minas Gerais, Antônio Ribeiro Romanelli.

Além destes, participaram do ato o  reitor da UFMG, Jaime Arturo Martinez, o presidente da Comissão Nacional da Anistia e secretário nacional de Justiça do Ministério da Justiça, Paulo Abrão, o vice-prefeito de Belo Horizonte,  Délio Malheiros, a presidenta da Associação dos Amigos do Memorial da Anistia Política do Brasil, Christina Rodrigues, e o vice-presidente da Associação dos Amigos do Memorial da anistia Política do Brasil, Betinho Duarte.

Fonte:
Secretaria de Políticas para as Mulheres

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