Cidadania e Justiça
Agricultores mostram resultados do Programa de Fomento
Feira
Sabina da Silva tem 50 anos. Mora com o marido, a filha e dois netos em um pré-assentamento próximo à cidade de Planaltina, no Distrito Federal. É beneficiária do Bolsa Família e do Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais, ação de inclusão produtiva rural iniciada com o Plano Brasil Sem Miséria, em 2011. Na propriedade onde mora, produz milho, feijão e legumes. Também cria galinhas e faz artesanato. Uma vida simples e com grandes expectativas para o futuro: aumentar a produção para vender nas feiras.
Trata-se de um cenário completamente diferente do que era há cerca de um ano e meio, antes da família fazer parte do Programa de Fomento. Sabina vivia na extrema pobreza. “Eu fazia bicos. Não tinha esperança nenhuma. Não tinha qualidade de vida.”
A história de Sabina é semelhante a das 550 famílias incluídas no Programa de Fomento e atendidas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF). São exemplos de sucesso na agricultura e pecuária, ampliando a produção tanto para o consumo próprio quanto para a comercialização.
Vários desses produtores participam, até este sábado (17), da Agrobrasília, uma feira tradicional de tecnologia e negócios agropecuários voltados a empreendedores rurais de diversos portes.
No Espaço de Valorização da Agricultura Familiar, os participantes, a maioria mulheres, contam suas experiências e aprendem tecnologias de baixo custo e métodos de produção orgânica. Zilma Pereira, de 60 anos, sustenta os sete filhos com o que produz. “Crio galinha, porco, planto milho, feijão, abóbora, flores e faço artesanato. Muitas coisas eu vendo na porta de casa.”
Articulação
O Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais, operacionalizado de forma conjunta pelos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e do Desenvolvimento Agrário (MDA), articula duas ações: a oferta de assistência técnica e extensão rural a agricultores familiares, assentados da reforma agrária e povos e comunidades tradicionais em situação de extrema pobreza e a transferência de recursos financeiros não reembolsáveis para a estruturação produtiva dessas famílias de beneficiários. Todas as famílias que participam do programa estão no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e recebem os recursos para seu projeto produtivo pelo cartão do Bolsa Família.
O programa cria oportunidades de geração de renda e as condições para a promoção da segurança alimentar e nutricional. “Meu sonho é chegar para o governo e dizer, com muito orgulho, que o meu Bolsa Família foi muito útil e que pode ser repassado para outra pessoa”, declarou, emocionada, Edilúcia de Jesus, de 45 anos. Ela produz batata, maxixe e quiabo, também na região de Planaltina (DF).
Centros de Referência de Assistência Social
Estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a quantidade de Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), que apoia os beneficiários de programas sociais, apresentou um crescimento de 44,9% entre os anos de 2009 e 2013: passando de 5.499 em 4.032 municípios para 7.986 em 5.437 municípios. O Nordeste concentrou a maior proporção de municípios com presença de CRAS (99,5%), seguido pelas regiões Centro-Oeste (98,7%), Norte (97,6%), Sudeste (96,4%) e Sul (96,1%).
Já os Centros de Convivência, que apoiam o trabalho social com famílias desenvolvido no CRAS, passaram de menos de um terço dos municípios em 2009 para mais da metade dos municípios em 2013, com destaque para o Centro-Oeste, com 69,9% de abrangência.
Em 2013, foram contab ilizados 510 Centros-Dia (equipamentos de proteção social especial para pessoas com deficiência, idosas e suas famílias) presentes em 290 municípios (5,2% do total).
Fonte:
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
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