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Cidadania e Justiça

Campanha "Eu ligo" e aplicativo "Clique 180" incentivam denúncias

Violência contra mulheres

Ação do governo federal traz Luana Piovani e Sheron Menezzes em peças que vão ao ar dia 25 em TV, internet, impressos, metrô e ônibus
por Portal Brasil publicado: 22/05/2014 16h50 última modificação: 30/07/2014 01h29

A Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) lança, nesta quinta-feira (22/05), a campanha Violência contra as Mulheres - Eu ligo. Além de atrizes e atores que estampam cidadãs e cidadãos, as peças têm a participação das atrizes Luana Piovani e Sheron Menezzes, que apoiam a iniciativa da SPM-PR, em parceria com o Ministério das Cidades e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom-PR). 

A ação busca estimular as pessoas no geral, e não só as mulheres que sofram violência,  a não tolerar a violência contra elas – daí o slogan Eu Ligo, no sentido de Eu me importo. O mote é uma criação original da agência Staff para o Disque-denúncia do Rio de Janeiro, com grande repercussão nas redes.

Na mesma ocasião vai ser lançado um aplicativo para celular, o Clique 180, ferramenta criada pela ONU Mulheres que amplia as opções disponíveis para o atendimento da população aos casos de violência. Com o aplicativo, as mulheres vítimas de violência e as pessoas que testemunharem essas situações podem a partir de agora fazer denúncias por meio do tablet ou smarthphone

Participam do lançamento, na sala de Cinema do Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), a ministra da SPM, Eleonora Menicucci, e os ministros das Cidades, Gilberto Occhi, e do Turismo, Vinicius Lages. A diretora da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, apresenta no evento o aplicativo para celular Clique 180, desenvolvido em parceria com a SPM-PR, com apoio da Embaixada Britânica.

Campanha

A campanha apóia-se num pacote que vai de filmes e merchandising em TV a spots de rádio, anúncios impressos e envelopamento de metrô, passando por bânneres para portais, animações para monitores de ônibus e metrô, cartazes para pontos de ônibus, além de outras peças físicas e digitais.

Um filme de 60 segundos dá início à divulgação dia 25/05, em TV aberta e fechada, seguido pela versão de sustentação, de 30 segundos, simultaneamente aos impressos e outras mídias. A comunicação fica no ar durante um mês.

Além da mídia, o conjunto inclui extenso material de folhetaria, brindes e outros (fôlderes, cartazes, balões aéreos — os chamados blimps —, bolachas de chopp, adesivos de carros e para espelhos de sanitários, cartazes para elevadores) para distribuição em massa, principalmente pelos parceiros da SPM. O pacote estará disponível na forma de arquivos no portal SPM, a ser baixado conforme o perfil de cada parceria. A adesão possibilitará a inserção da logomarca própria em cada peça, na condição de apoio.

Aplicativo para celular

Desenvolvido pela ONU Mulheres, entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, em parceria com a SPM e apoio da Embaixada Britânica, o Clique 180 atende tanto mulheres em situação de violência, quanto pessoas que não compactuem e queiram ajudar denunciando as agressões.

O aplicativo permite acesso direto à Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR). 

A ideia é reforçar o conceito de tolerância zero à violência contra a mulher e apresentar a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, da SPM, como instrumento disponível a todos que não a aceitam. 

Ferramenta colaborativa

Além do acesso à central da SPM, que recebe denúncias e fornece orientações, o Clique 180  contém informações sobre os tipos de violência contra as mulheres, dados de localização dos serviços da Rede de Atendimento e sugestões de rota física para chegar até eles. Integram ainda o aplicativo conteúdos como a Lei Maria da Penha e uma ferramenta colaborativa para mapear os locais das cidades que oferecem risco às mulheres. 

No Clique 180 serão indicados, por exemplo, locais pouco iluminados ou onde há ocorrências de roubos nas cidades. Será disponibilizado um detalhamento da Lei Maria da Penha por capítulos, com explicações sobre cada tipo de violência que a mulher possa vir a ser exposta.  

O aplicativo será permanente e está disponível para os sistemas IOS do Iphone e Android dos demais smartphones. Pode ser baixado na Apple Store ou na Google Play. Para tanto, basta digitar Clique 180 e seguir os passos de instalação. 

Serviços disponíveis no aplicativo Clique 180

Informações sobre os tipos de violência contra as mulheres;

Localização dos serviços da Rede de Atendimento e a rota física para chegar até eles;

Passo a passo detalhado sobre como agir e que tipo de serviço procurar em cada caso de violência contra as mulheres;

Botão para ligar diretamente ao 180 (a Central de Atendimento à Mulher para informações e denúncias);

Lei Maria da Penha;

Ferramenta colaborativa para mapear os locais da cidade que oferecem riscos às mulheres.

Importância dos meios de comunicação 

Tanto a campanha de conscientização quanto o Ligue 180 são eixos do programa Mulher, Viver sem Violência. A ação visa mudar valores e comportamentos da população. E fazer com que a violência sexista não seja considerada natural pela sociedade. Relatos de violência apontam que os autores das agressões são, em 81% dos casos, pessoas que têm ou tiveram vínculo afetivo com as vítimas. 

As informações, do Balanço de 2013 do Ligue 180, mostram também a importância da mídia para conhecimento do serviço da SPM. Pelo menos 52% das usuárias tomaram conhecimento do Ligue 180 pelos meios de comunicação em 2013. A televisão respondeu por 43% da procura pela rede de atendimento. 

Conversão em disque 

Para aperfeiçoar o atendimento à mulher, a SPM transformou o Ligue 180 em disque-denúncia, em março. Com o novo formato, as denúncias recebidas serão encaminhadas aos sistemas de Segurança Pública e Ministério Público de cada um dos estados e Distrito Federal. Essa mudança significa tratamento às denúncias com maior agilidade e resolutividade.  

Dessa forma, a central dá início à apuração das denúncias, ao mesmo tempo que mantém a função de prestar informação e orientação a quem ligar. As ligações são gratuitas e o serviço funciona 24 horas.

Fonte: 

Portal Brasil

Secretaria de Políticas para as Mulheres

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