Cidadania e Justiça
Conselho empossa entidades para triênio 2014-2017
Direitos da mulher
A novas representações do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), tomaram posse na última terça-feira (20), durante a 16ª reunião, em Brasília. A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), Eleonora Menicucci, deu as boas vindas às representantes das organizações recém-chegadas e saudou as que já faziam parte do colegiado e foram reconduzidas para o mandato de 2014 a 2017.
Na abertura da reunião, as conselheiras aprovaram duas notas de repúdio: a primeira, sobre o sequestro de mais de 200 meninas nigerianas por um grupo terrorista na Nigéria e outra sobre o assassinato de uma escrivã de polícia no Maranhão.
Diversidade
O Fórum Nacional de Mulheres Negras (FNMN) foi a entidade da sociedade civil com maior número de votos para compor o colegiado. Sua representante, Silvana Veríssimo, agradeceu às organizações votantes pela confiança de, mais uma vez, integrar o CNDM. “As mulheres negras sofrem demais. Todos os dias há violação de direitos. Nossa luta é pensando nelas”, declarou.
Rachel Moreno, da Rede Mulher e Mídia, chamou atenção para a má representação da mulher na mídia, resultando numa invisibilidade coletiva. “A mídia criminaliza os movimentos sociais e ridiculariza as feministas”, disse.
A nova composição do CNDM tem como característica uma maior diversidade na representação das mulheres brasileiras: há duas entidades de mulheres lésbicas, uma de indígenas e, pela primeira vez, uma que abarca travestis e transexuais.
Notório saber
Foram aprovadas as reconduções das conselheiras de notório saber Jacqueline Pitanguy, da entidade Cidadania, Estudos, Pesquisa, Informação e Ação (Cepia), e Maria Betania de Melo Ávila, da SOS Corpo.
Por votação, as organizações da sociedade civil eleitas para o CNDM decidiram que o Movimento Articulado de Mulheres da Amazônia (Mama) deve integrar o Conselho como titular. Durante o período regulamentar de escolha das novas entidades, havia acontecido um empate entre o Mama e a Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica (ABMCJ), resolvido na abertura da 16ª reunião. A ABMCJ ficou como suplente.
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