Cidadania e Justiça
Ministra visita Centro Integrado de Comando e Controle Nacional
Copa do Mundo de 2014
A ministra Ideli Salvatti, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), visitou nesta segunda-feira (16), em Brasília, o Centro Integrado de Comando e Controle Nacional. Localizado em Brasília, o CICCN é o coração de uma megaestrutura que abrange as 12 cidades-sede da Copa do Mundo 2014 e teve suas atividades iniciadas em 23 de maio.
Também acompanhou a vista o Secretário Executivo da SDH/PR, Claudinei do Nascimento, a Secretária Nacional de Promoção dos Direitos de Crianças e Adolescentes, Angélica Goulart, e o Ouvidor Nacional dos Direitos Humanos, Bruno Renato.
Estrutura
Uma sala de 438 m², com 56 monitores integrados e 300 profissionais trabalhando em regime de escala, ao longo das 24 horas dos sete dias da semana.
É com essa estrutura que funciona a área de operações do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), na sede do Departamento de Polícia Rodoviária Federal, em Brasília. A função é coordenar e acompanhar as ações de segurança durante a Copa do Mundo.
Subordinado à Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça (Sesge/MJ), o CICCN é o coração de uma estrutura distribuída pelas 12 cidades-sede. Em cada capital, funciona um Centro Integrado de Comando e Controle Regional.
O Rio de Janeiro abriga também o Centro Integrado de Comando e Controle Alternativo, de prontidão em caso de indisponibilidade do primeiro. E Brasília é o local de operação do Centro de Cooperação Policial Internacional (veja quadro).
O CICCN opera desde 13 de junho de 2012, ligado aos centros regionais dos estados que receberam a Copa das Confederações: Bahia, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Pernambuco e Rio de Janeiro.
O painel formado pelos 56 monitores integrados está conectado com câmeras, mapas e ferramentas de comunicação das 12 sedes da Copa e dos locais de treinamento, enviadas por 27 centros de comando e controle móveis e 36 plataformas de observação elevada. A comunicação com os outros centros é realizada por meio de sistemas de informática e links especialmente desenvolvidos para a atividade.
A equipe é multidisciplinar. Entre os operadores de segurança pública que trabalham no local estão integrantes das policiais Civil, Federal, Militar e Rodoviária Federal, além de servidores da Agência Brasileira de Inteligência, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), e do Ministério da Defesa e de órgãos de trânsito. Profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da Força Nacional e bombeiros militares também figuram na lista.
Sala-Cofre
Dos R$ 27,7 milhões investidos na estrutura física do CICCN, R$ 10,4 milhões foram aplicados na construção da Sala-Cofre, concebida para garantir a proteção dos sistemas e das informações dos equipamentos de informática.
O contêiner é resistente a incêndios, fumaça, gás, inundações, disparos de armas de fogo e interferências eletromagnéticas. O centro conta também com dois geradores capazes de abastecer local durante 20 horas em caso de falta de energia.
Inspiração
Para desenvolver o Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, o governo federal buscou inspiração em modelos aprovados em outros países.
A equipe responsável pelo projeto realizou visitas técnicas à Cidade do México, Londres, Madri, Nova York, capitais que criaram estruturas semelhantes.
“Um diferencial do nosso projeto é que não envolve apenas uma cidade, mas 12 capitais, e prevê a coordenação delas”, explica o Secretário Extraordinário de Segurança para Grandes Eventos (SESGE), do Ministério da Justiça, Andrei Rodrigues.
Legado
O alto investimento não será em vão. O CICCN e os centros regionais continuarão a atender a população brasileira após a Copa do Mundo. O primeiro permanecerá a cargo da União, mas a destinação ainda não foi definida. Os demais serão responsabilidade das secretarias de segurança pública distrital e estaduais.
Segundo informações da Sesge, a existência de um centro de comando e controle em uma cidade diminui o tempo de atendimento de uma ocorrência policial ou de emergência.
Fonte:
Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República
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