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Cidadania e Justiça

Seminário debate violência sexual contra crianças e adolescentes

Enfrentamento

Encontro, em Alagoas, debateu a implantação do Programa de Ações Integradas de Enfrentamento à Exploração Sexual Infantojuvenil no País
por Portal Brasil publicado: 17/07/2014 18h04 última modificação: 17/07/2014 18h04

Foi realizado nessa quarta-feira (16) em Alagoas (AL) encontro para debater enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes e o  processo de implantação do Programa de Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento à Exploração Sexual Infantojuvenil no Território Brasileiro.  O evento foi realizado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR).

A coordenadora-geral de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, Silvia Giugliani, apresentou dados do Disque Direitos Humanos (100), que mostram que dos 102 municípios alagoanos, 101 tem registros de denúncias de exploração sexual contra crianças e adolescentes. “Alagoas tem situações graves de denúncias. Precisamos agir todos juntos. Há registros de crianças utilizadas pelos pais como estratégia de sobrevivência, existem denúncias em que elas são vendidas, com uma maior incidência em Maceió, porém nos demais municípios e também com a participação de outros estados”, revelou Silvia Giugliani.

Conforme dados da Central, no ano de 2011, as denúncias partiram de 96 municípios alagoanos, em 2012 esse número cresceu saltando para 100 municípios denunciados pela prática da exploração sexual de crianças e adolescentes, e em 2013 não parou, o número continuou a subir – em 101 municípios mais queixas de exploração sexual de menores.

Para a coordenadora-geral, o Brasil precisa urgentemente provocar ações de enfrentamento, “se já tem, o Estado tem que dá conta no orçamento”.  “Precisamos dar um passo maior. A estrutura existe, os interlocutores estão comprometidos, mas nós temos que fazer a grande parte; e o PAIR é uma metodologia de rede que já existe na maioria do Brasil, e que aqui em Alagoas vimos o registro, mas não o seu desenvolvimento”, salientou.

Fonte:
Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República

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