Cidadania e Justiça
Gestores e parceiros discutem violência contra jovens negros
Plano Juventude Viva
Cerca de 50 gestores de todas as regiões brasileiras estiveram reunidos em Brasília, de 15 a 19 de setembro, para compartilhar e monitorar as ações do plano que busca elaborar ações de prevenção à violência contra a juventude negra. A iniciativa é desenvolvida desde 2012 em parceria entre a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) e Secretaria de Políticas pela Igualdade Racial (Seppir).
Ao todo, são 44 programas e ações pactuados por 11 ministérios parceiros. O resultado disso são ações desenvolvidas em 96 cidades brasileiras. A Secretaria Nacional de Assistência Social, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) atinge 1.379 municípios com suas ações. Desde o início do ano, a juventude negra em situação de vulnerabilidade passou a ser público prioritário dos projetos.
De acordo com Domitila Peixoto, analista de políticas sociais da secretaria, há diversos públicos prioritários como pessoas com deficiência, pessoas que acessam os recursos do programa de transferência de renda ou que viviam em situação de trabalho escravo.“Atuamos na integração e mobilização das atividades de inclusão produtiva, que são os cursos de capacitação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), ações voltadas para microempreendedores e pautadas na economia solidária, dentre outras”, explica.
Monitoramento interativo
Durante as oficinas em Brasília, Artur Sinimbu, representante da Seppir, apresentou aos gestores a plataforma interativa de monitoramento da iniciativa. Ele avalia que o maior desafio nesses dois anos de atuação do plano foi “sensibilizar as outras áreas do governo de que é preciso o investimento para combater esse problema”, afirmou.
Rede
Mais de 3 mil pessoas ligadas a 1.158 instituições se cadastraram na plataforma de diálogo, interação e mobilização entre os diferentes agentes que atuam na promoção de direitos da juventude, igualdade racial e enfrentamento à violência. Participam da rede organizações de governo e da sociedade civil que têm a promoção de direitos e o enfrentamento à violência como pautas de atuação.
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