Cidadania e Justiça
Valorização da população negra é tema do Prêmio João Cândido
Reconhecimento
Estão abertas, até o dia 5 de novembro, as inscrições para o Prêmio João Cândido 2014. Podem se candidatar pessoas ou entidades que se destacaram com iniciativas que valorizam a população negra.
A honraria consiste no recebimento de um busto em miniatura de João Cândido Felisberto, também conhecido como o “Almirante negro”. A obra será confeccionada em terracota pelo artista plástico Nilton Antonio Maia, devidamente identificada com o nome do(a) homenageado(a), categoria e ano de concessão.
O formulário de cadastro deve ser encaminhado para os e-mails ceppirghc@ghc.com.br ou participacaocidada@ghc.com.br.
A premiação ocorrerá em solenidade a ser realizada no dia 21 de novembro, durante a Semana da Consciência Negra do Grupo Hospitalar Conceição – GHC, em Porto Alegre (RS)
Ao todo, serão entregues cinco réplicas divididas nas seguintes categorias:
- a) saúde;
- b) educação;
- c) movimentos sociais;
- d) cultura;
- e) religiosidade;
- f) produção científica;
- g) órgãos governamentais;
- h) esporte;
- i) artistas;
- j) post mortem.
O prêmio é uma iniciativa da Comissão Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Grupo Hospitalar Conceição – CEPPIR/GHG, no ano 2014.
João Cândido Felisberto
Conhecido como o “Almirante Negro”, João Cândido liderou a “Revolta da Chibata” em 1910. O movimento foi um levante de cunho social, realizado em subdivisões da Marinha sediadas no Rio de Janeiro, com o objetivo de por fim às punições físicas a que eram submetidos os marinheiros, como as chicotadas e o aprisionamento em celas destinadas ao isolamento. Na época, a Força Armada era composta basicamente por pretos e pardos.
A revolta teve início na madrugada de 23 de novembro de 1910, em resposta ao castigo de 250 chibatadas sofridas pelo marinheiro Marcelino Rodrigues de Menezes. Sob o comando de João Cândido, amotinaram-se as tripulações dos encouraçados Minas Gerais e São Paulo e também dos cruzadores Barroso e Bahia, reunindo mais de dois mil revoltosos. A cidade do Rio de Janeiro, então capital da República, foi mantida por cinco dias sob a mira de canhões.
Em virtude da rebelião, o líder negro foi banido da Marinha e perseguido até a morte. O almirante faleceu em 1969, aos 89 anos, na cidade do Rio de Janeiro.
Fonte:
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