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Cidadania e Justiça

“Tenho a honra de dizer que dependo de mim mesma”, diz agricultora

Conquistas e avanços

Irene de Jesus, da comunidade de Serra Preto, na Bahia, relata como cisternas construídas no lugar mudaram sua vida
por Portal Brasil publicado: 12/12/2014 15h11 última modificação: 12/12/2014 15h12

A fome era algo comum na vida da família da agricultora Irene Santos de Jesus, da comunidade de Serra Preto, na Bahia. “Nós éramos excluídos”, disse ela.

A transformação ocorreu com a chegada da cisterna de primeira água, em 2004, do Água Para Todos, um dos programas do Plano Brasil Sem Miséria.

Mãe de dois filhos, ela conta que com a cisterna deixou de caminhar por duas horas com uma lata na cabeça à procura de água potável para beber.

Irene relatou sua mudança de vida durante a sexta edição do Diálogos Governo-Sociedade Civil, nessa quinta-feira (11), em Brasília.

 

Beneficiária do Bolsa Família, Irene não ficou parada e continuou trabalhando. Com a cisterna de produção, ela pôde plantar. Atualmente, a agricultora vende sua produção de hortaliças para dois supermercados da região.

“Ganhei três canteiros econômicos. Hoje, estou com 18 canteiros. Tenho de tudo na minha horta”, contou, com orgulho. “Eu tenho a honra de dizer que sou dependente de mim mesma.”

Para ela, a cisterna trouxe muito mais que melhoria financeira para sua família. Irene lembra que os filhos sofriam com as doenças em decorrência da água de má qualidade.

O coordenador geral da Rede de Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), Naidison Baptista, que também participou do evento, destacou o número de um milhão de cisternas no Semiárido.

Para ele, este foi um passo importante em direção à universalização da água na região. “Isso significa dizer que um milhão de mulheres deixam de carregar água na cabeça para abastecer suas casas.”

Na avaliação de Naidison, ainda há outros desafios a serem superados em relação à população mais pobre do país. “Precisamos resolver, por exemplo, a questão do acesso das comunidades e povos tradicionais aos territórios.”

Fonte:
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

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