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Cidadania e Justiça

Seminário debate registro civil de indígenas nas fronteiras

Inclusão social

Iniciativa possibilitará mapeamento da documentação dos povos indígenas nas regiões de fronteiras com países do Mercosul
por Portal Brasil publicado: 13/05/2015 19h00 última modificação: 13/05/2015 19h00

 A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) promove, entre os dias 11 e 13 de maio, o Seminário Registro Civil de Nascimento de Indígenas nas Fronteiras. Iniciativa possibilitará o mapeamento da documentação dos povos indígenas nas regiões de fronteiras.O encontro ocorre na sede da SDH, em Brasília.

Evento conta com a participação de 52 representantes de governo de vários ministérios, da Fundação Nacional dos Indígenas (Funai), do Conselho Nacional de Justiça, do Ministério Público Federal, do Unicef,  lideranças indígenas e especialistas em direitos humanos de indígenas convidados.

Para o secretário Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da SDH, Paulo Maldos, com o seminário será possível mapear a situação da falta de documentação, com indicativos de quem são os povos indígenas. Com isso, será possível avançar no processo de identificação no Brasil e Mercosul, com estratégias para a promoção de políticas públicas focadas na inclusão social da população indígena.

“Desde 2002, há um grande esforço do Brasil em suprir o sub-registro de nascimento. Há avanços bastante consideráveis na população urbana. Mas para a comunidade indígena, a situação é dramática. Com o registro civil, eles terão a capacidade de exigir do Estado que suas demandas legítimas sejam reconhecidas. A situação atual remete a um Brasil colonial”, disse o secretário.

Cenário brasileiro

O esforço nacional para a erradicação do sub-registro civil de nascimento nos últimos dez anos resultou na queda de 20,3% em 2002, para 5,1% em 2013, alcançando o patamar da erradicação de 5%. Houve também redução na proporção de registros extemporâneos (feito depois do ano de nascimento da criança) no Brasil, de 17,4%, em 2003, para 4,9%, em 2013.

Durante a abertura do seminário, Maldos explicou ainda que a falta do registro civil é comum nos campos, onde vivem populações tradicionais, quilombolas e indígenas, principalmente em regiões de fronteira e amazônica. Na cidade, a população em situação de rua e a população carcerária também vivenciam o mesmo problema.

Seminário

O seminário está dividido em sessões nacional e internacional. No dia 13, são esperadas 70 pessoas na sessão internacional, com representantes de nove países estrangeiros como Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Peru, Equador, Colômbia, Bolívia e Chile.

Fonte:

 Secretaria de Direitos Humanos

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