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Cidadania e Justiça

Cerca de 24 mil famílias paulistas receberão apoio para assistência técnica rural

Desenvolvimento no campo

Entre mais de 2 mil novos atendimentos, estão incluídas assistência técnica específica para jovens, mulheres e praticantes de produção agroecológica
por Portal Brasil publicado: 29/06/2015 11h48 última modificação: 29/06/2015 11h48
Rômulo Serpa/MDA Anúncio foi feito pelo ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Patrus Ananias, durante a Plenária dos Movimentos Sociais do Campo de São Paulo

Anúncio foi feito pelo ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Patrus Ananias, durante a Plenária dos Movimentos Sociais do Campo de São Paulo

O Ministério do Desenvolvimento Agrário vai ampliar para quase 24 mil o número de famílias paulistas atendidas pelo programa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) durante o ano-safra 2015/2016. Entre os mais de dois mil novos atendimentos, estão incluídas assistência técnica específica para jovens, mulheres e praticantes de produção agroecológica - uma demanda da sociedade civil local. O anúncio foi feito pelo ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Patrus Ananias, durante a Plenária dos Movimentos Sociais do Campo de São Paulo, na quinta-feira (25).

Segundo Patrus, os movimentos sociais foram determinantes para os avanços em políticas públicas para os agricultores familiares. “Temos ainda muita estrada e muitos desafios pela frente, mas vamos continuar trabalhando. Convido todos ao debate, pode ser uma conferência sobre o uso da terra, envolvendo a questão da função social da propriedade. Enfim, do nosso compromisso com a vida e as gerações futuras”, disse o ministro.

Além disso, Patrus afirmou que o número de vagas do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Profissional no Campo (Pronatec Campo) será ampliado. Ele também repassou os principais pontos anunciados no lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2015/2016, entre eles, o novo volume de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), de R$ 28,9 bilhões. “Sabemos que precisamos aperfeiçoar o crédito e torná-lo ainda mais acessível aos jovens e às agricultoras”, ponderou.

Territórios quilombolas

Durante o evento, o presidente substituto do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Leonardo Góes, noticiou a publicação do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação do quilombo Cangume. O relatório é uma importante etapa na regularização de territórios quilombolas, que reúne informações sobre características históricas, econômicas, ambientais e sociais da área quilombola.

O território tem área superior a 850 hectares e vai beneficiar 47 famílias. “É uma reafirmação do compromisso do Incra com os movimentos socais. Esse tipo de encontro nos dá dicas de como melhorar nossa atuação e fazer o Incra forte, célere e com ainda mais qualidade”, salientou Leonardo.

O ministro da secretaria-geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, também participou do evento e assegurou que tornar a agricultura familiar cada vez mais forte é um compromisso do governo federal. “Trabalhamos por uma reforma agrária sustentável, produção de alimentos saudáveis e acesso democrático a políticas públicas do campo. Nós estamos respondendo concretamente às reivindicações e isso mostra que valorizamos vocês”, avaliou.

Agroecologia com tecnologia

Gilmar Mauro, coordenador-nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, afirmou que a sociedade civil precisa valorizar os produtos orgânicos e combater a comercialização de produtos com agrotóxicos. “Não precisamos mais de uma reforma agrária clássica, mas de uma reforma agrária que discuta com toda a sociedade brasileira que tipo de uso queremos dar para a terra, para a água e para os meios naturais. Esse tipo de uso causa impactos ambientais e sociais até irreversíveis”, afirma.

Gilmar também é favorável ao uso de tecnologia na produção de alimentos saudáveis e foi taxativo ao dizer que a presença de máquinas e equipamentos não implica em uso de venenos. “Quando defendemos a agroecologia como modelo de produção, falamos de colocar a Embrapa para ajudar os camponeses a produzir de forma sustentável, mas diminuindo a penosidade do trabalho. Queremos agroecologia aliada à tecnologia”, disse o coordenador.

Fonte:

Ministério do Desenvolvimento Agrário

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