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Cidadania e Justiça

Década é processo histórico de luta, afirma ministra

Igualdade racial

Em depoimento exclusivo ao Portal Brasil, ministra-chefe da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) explica importância da Década Internacional de Afrodescendentes em luta contra racismo no mundo
por Portal Brasil publicado: 23/07/2015 16h35 última modificação: 23/07/2015 19h24

Depois de discursar na abertura do Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha (Latinidades), nessa quarta-feira (22), em Brasília, a ministra-chefe da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Nilma Lino Gomes, concedeu depoimento exclusivo ao Portal Brasil e falou sobre a importância da Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024). A iniciativa está contemplada na Resolução 68/237 da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo a chefe da pasta, o Brasil vai dispor de plano de ação, pelos próximos 10 anos, com objetivo de mitigar o racismo no País.

“Ela (a Década) faz parte de um processo (...) histórico de luta pelos direitos dos afrodescendentes no Brasil, na América Latina e região, sempre inspirado na nossa descendência africana (...) e no quanto que nós, afrodescendentes, lutamos no mundo por uma sociedade mais justa, mais igualitária e sem racismo”, explicou Nilma.

A ministra disse serem fundamentais à sociedade brasileira reflexão e debate sobre a questão da igualdade racial no País e sobre a consolidação dos avanços conquistados nos últimos anos.

“A importância da Década é ser um momento de discussão e de reflexão e também um momento de concretização de políticas públicas de promoção da igualdade racial”, defendeu. “Nós sabemos que o racismo é um fenômeno global. Lamentavelmente, depois de tantos anos de luta (...), ainda existe racismo no mundo, ainda existe racismo no Brasil.”

Mulheres guardiãs

De acordo com Nilma, tanto a Década Internacional de Afrodescendentes quanto o Dia Internacional da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha fazem parte de um processo histórico de luta.

“As duas questões estão extremamente articuladas”, afirmou. “Nós, mulheres, somos guardiãs de memória, de história (…), sempre lutamos contra a desigualdade de gênero, de orientação sexual, racial, e nós também sabemos que educamos e reeducamos a nós mesmas, aos nossos companheiros e companheiras e à sociedade em prol de justiça, reconhecimento e desenvolvimento, que são os três eixos da Década”, concluiu.


Fonte: Portal Brasil, com informações da Empresa Brasileira de Comunicação 

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