Cidadania e Justiça
Atendimento à população é destaque na XI Conferência Nacional de Assistência Social
Assistência Social
A vida da aposentada Norma Maria Costa, 65 anos, mudou depois que ela conheceu o Centro de Referência da Assistência Social (Cras). Depois da perda do marido, Norma precisou de auxílio para se recuperar. Na unidade, a equipe técnica a convenceu a participar do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos e das reuniões familiares. “Antes, eu ficava em casa sem fazer nada. Depois que comecei a frequentar o Cras, a minha vida melhorou bastante”, conta.
Na abertura da XI Conferência Nacional de Assistência Social de Fortaleza, que começou na quarta-feira (5), foi anunciada a criação do Fórum Estadual dos Usuários do Sistema Único da Assistência Social (Suas), que já conta com a participação da população de 20 municípios cearenses.
Um dos temas mais importantes, segundo a secretária nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Ieda Castro, é garantir serviços de qualidade à população. “Queremos qualificar os serviços, para que cada Cras, cada unidade da política de assistência social, tenha uma estrutura boa para atender dignamente a população”, afirma.
O secretário municipal de Trabalho, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Cláudio Ricardo Lima, destacou os resultados que a capital cearense está alcançando no atendimento à população em situação de rua. “Fortaleza tem uma dívida social muito grande, pois ainda é uma cidade apartada. Mesmo assim, avançamos muito. Nosso Centro Pop é referência nacional”, conta. No município existem dois Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centros Pop), um Centro de Convivência Específico e a Pousada Social, que oferece serviço de acolhimento e conta com 80 vagas.
Participação
Elizângela Pitaguari é indígena e trabalha no Cras da Reserva Pitaguari, em Maracanaú, cidade da região metropolitana de Fortaleza. A assistência social mudou a vida de cerca de 1,6 mil indígenas que habitam a região. “A gente não sabia nem o que era um Cras. Hoje, aprendemos porque a assistência é importante para a gente.”
Usuários, trabalhadores e gestores também estiveram reunidos no município. De acordo com a presidente do Conselho Municipal de Assistência Social de Maracanaú, Mary Anne Filgueiras Porto Rosa, foi a primeira vez que uma secretária nacional de Assistência Social participa da conferência lá.
“Desde maio estamos realizando pré-Conferências. Discutimos as vulnerabilidades de cada território, dos usuários, profissionais e entidades. Agora, fechamos com chave de ouro, com a participação da secretária Ieda.”
Fonte
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