Cidadania e Justiça
Projeto foca em biodiversidade e redução da pobreza
Embrapa e PNUD
Conservar a biodiversidade brasileira, gerar renda e assegurar os modos de vivência das comunidades tradicionais e dos agricultores familiares. Esse é o principal objetivo do projeto "Integração da conservação da biodiversidade e uso sustentável nas práticas de produção de produtos florestais não madeireiros e sistemas agroflorestais em paisagens florestais de usos múltiplos de alto valor para a conservação".
O diretor-executivo de Transferência de Tecnologia, Waldyr Stumpf Junior, e o representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, Jorge Chediek, estarão em Brasília na próxima segunda-feira (28) para a apresentação oficial aos demais parceiros e o início das atividades do projeto.
Com duração prevista de cinco anos, o projeto atuará em dois eixos: desenvolvimento e promoção do uso de técnicas de manejo para extração e uso sustentável de Produtos Florestais Não Madeireiros (PFNM) e promoção de sistemas agroflorestais (SAF).
Dos PFNM são extraídas frutas, sementes, castanhas, amêndoas, borracha, cera, fibras, entre outros. Já os SAFs são sistemas de produção que envolvem agricultura, pecuária e silvicultura. O outro eixo atuará na identificação dos gargalos financeiros e de mercado que comprometem o aumento da produção e da renda de comunidades agroextrativistas e agricultores familiares.
O projeto será executado em três biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga e Cerrado. Nestes, foram selecionadas áreas de comprovada importância para a biodiversidade global e que estão sob ameaça pelo aumento da pressão do uso da terra, com práticas agrícolas e pecuárias que degradam o ambiente. Exemplos são o desmatamento, o mau uso do fogo e a monocultura. A ideia do projeto é facilitar a troca destas práticas agrícolas não sustentáveis por novas abordagens que conservem a biodiversidade das paisagens e, ao mesmo tempo, assegurem renda e ocupação às famílias.
A Embrapa será responsável, juntamente o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e outros parceiros, como Ministérios do Meio Ambiente (MMA), Desenvolvimento Social (MDS), Desenvolvimento Agrário (MDA) e Agricultura (Mapa), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e organismos da sociedade civil pela execução do projeto. Os recursos do projeto provêm de doação do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).
Fonte: Portal Brasil, com informações da Embrapa
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