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Cidadania e Justiça

Sem o Bolsa Família, mais de 8 milhões de pessoas voltariam à extrema pobreza no País

Conferência em Salvador

Só na Bahia, 345 mil famílias voltariam a viver na extrema pobreza, ou seja, com renda mensal inferior a R$ 77 por pessoa
por Portal Brasil publicado: 06/11/2015 12h07 última modificação: 09/11/2015 16h10
Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado No caso da Bahia, que hoje tem 1,8 milhão de famílias no Bolsa Família, 706 mil sairiam do programa

No caso da Bahia, que hoje tem 1,8 milhão de famílias no Bolsa Família, 706 mil sairiam do programa

Apresentada no Congresso, a proposta de cortar do Orçamento R$ 10 bilhões do Bolsa Família em 2016 vai devolver mais de 345,4 mil famílias baianas à extrema pobreza. O levantamento foi apresentado pelo secretário nacional de Renda de Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Helmut Schwarzer, durante a X Conferência Estadual de Assistência Social da Bahia, em Salvador, nos dias 3 e 4 de novembro. No Brasil, 8 milhões de pessoas voltariam a viver na extrema pobreza ou seja, com renda mensal inferior a R$ 77 per capita.

“No caso da Bahia, que hoje tem 1,8 milhão de famílias no Bolsa Família, 706 mil sairiam do programa. Ou seja, teríamos um desligamento de 39,3% de famílias beneficiárias. Dessas, 345.434 (19%) seriam devolvidas à condição de pobreza extrema”, conta Schwarzer. 

Além do aumento da condição de extrema pobreza, ele destaca que ainda haveria impactos sobre escolaridade, mortalidade infantil, saúde e na economia do estado. “A Bahia recebe cerca de R$ 3,6 bilhões todo ano. Esse exercício nos mostra que o estado deixaria de receber R$ 1,2 bilhão de transferências para suas famílias. É necessário que as pessoas saibam quais são as consequências dessa proposta.” 

A secretária Nacional de Assistência Social do MDS, Ieda Castro, aponta que a proposta de cortes no programa é resultado de preconceito contra a forma que o País encontrou de transferir renda e garantir o mínimo direito às famílias. “A retirada da família do programa significa colocá-la abaixo da linha da pobreza. Nós estamos lutando para enfrentar a desigualdade social e construir uma sociedade mais igual.” 

Conferência

Cerca de 1,1 mil pessoas participaram do evento, entre delegados municipais, gestores, trabalhadores e conselheiros. As conferências estaduais servem de preparação para a X Conferência Nacional de Assistência Social, que será realizada em Brasília, entre 7 e 10 de dezembro.

Durante o evento, os participantes discutiram os compromissos e as responsabilidades do planejamento da política de assistência social para a próxima década. Representante de uma entidade socioassistencial, Rita Cruz acredita que, para consolidar o Sistema Único de Assistência Social (Suas), é necessário discutir a humanização do atendimento. “O usuário do sistema, quando vai à procura da rede de assistência, é porque necessita. Por isso, no mínimo, ele tem de encontrar um espaço e um atendimento humanizado.” 

Já Terezinha Maria de Jesus de Deus, 74 anos, participa de um grupo do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para idosos no município de Caetanos, que fica a 300 km de Salvador. Ela foi eleita conselheira dos idosos do município e, hoje, é delegada estadual na conferência. “O Cras representa tudo de bom na minha vida. A gente nunca esperava estar do jeito que estamos hoje. Antigamente, era um lugar muito esquecido, agora temos um grupo com mais de 150 idosos.” 

Fonte: MDS

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