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Cidadania e Justiça

Brasil e Pnud vão destinar R$ 4 mi para ações de promoção da igualdade racial

Acordo

Recursos serão usados em parte para fortalecer e ampliar os Núcleos de Estudos Afro-brasileiros
por Portal Brasil publicado: 16/12/2015 18h20 última modificação: 16/12/2015 20h29
Foto: Pref.Barbacena/MG Parte dos recursos serão usados em cursos, formação de gestores e na realização de seminários e consultorias que fomentem ações de promoção da igualdade racial

Parte dos recursos serão usados em cursos, formação de gestores e na realização de seminários e consultorias que fomentem ações de promoção da igualdade racial

Nos próximos quatro anos, R$ 4 milhões serão destinados a ações para promover a igualdade racial no País por meio do fortalecimento dos Núcleos de Estudos Afro-brasileiros em atividades em universidades e institutos federais.

Os recursos são provenientes de uma acordo assinado nesta quarta-feira (16) entre o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, o Ministério das Relações Exteriores e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Parte dos recursos serão usados para montar cursos, ajudar na formação de gestores e para a realização de seminários e consultorias em áreas que possa fomentar ações de promoção da igualdade racial.

“São projetos de pequeno porte, mas que são muito importantes para o funcionamento do sistema e da política de promoção da igualdade racial nos Estados e municípios”, afirmou a ministra Nilma Lino.

Os valores também serão empregados para estimular o funcionamento de novos Núcleos de Estudos Afro-brasileiros em instituições educacionais de ensino.

“Esses núcleos são muito importantes não só na realização de pesquisas como também na interlocução com movimentos sociais.”

A iniciativa com o Pnud marca o primeiro acordo de cooperação firmado pelo Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, criado neste ano.

Compromisso internacional

O diretor-geral da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores, embaixador João Almino, destacou o fato de o Brasil ter compromisso internacional de combate à discriminação racial e de ser um País que estimula iniciativas nesse sentido.

“Somos signatários de todos os acordos e convenções internacionais nesse campo. E fomos o País promotor de grande parte dessas iniciativas”, disse. “Agora chegou o momento de fortalecer esse sistema (Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial) e de criar sinergias entre o governo federal, Estados e municípios e universidades. E é isso que esse projeto conseguirá realizar.”

Criado em 2010, o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) busca colocar em prática políticas destinadas a superar desigualdades raciais e assegurar à população negra igualdade de oportunidades.

O coordenador da Organização para as Nações Unidas (ONU) no Brasil e representante do Pnud, Niky Fabiancic, afirmou, por sua vez, que vê no Brasil “uma mobilização grande do movimento negro”.

Citando que 50,7% da população brasileira se auto reconhece como negra, Fabiancic comentou que as Nações Unidas acompanham e apoiam os avanços do Brasil na promoção desenvolvimento e dos direitos humanos.

“Apesar dos diversos avanços nas áreas econômicas e social, a população afrodescendente continua sendo desproporcionalmente mais atingida pela pobreza e a adoção de ações afirmativas tem contribuído para reparar desigualdades e injustiças históricas”, disse o representante da ONU e do Pnud ao justificar a importância do acordo.

Fonte: Portal Brasil

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