Cidadania e Justiça
"Mulheres em Defesa da Democracia" fazem ato contra o impeachment no Planalto
Política
“É a luta do conservadorismo da elite contra uma população até então esquecida, casos dos negros, LGBTS e mulheres”, disse Eliana Emetéri
A presidenta Dilma Rousseff recebeu, nesta quinta-feira (7), no salão nobre do Palácio do Planalto, representantes de movimentos de mulheres que vieram prestar solidariedade e se posicionar contra o processo de impeachment em curso no Congresso Nacional. O ato recebeu o nome de "Encontro com Mulheres em Defesa da Democracia".
Alessandra Lunas, secretária de mulheres da Confederação dos Trabalhadores em Agricultura (Contag) e coordenadora-geral da Marcha das Margaridas, disse que cada ataque à presidenta Dilma é um ataque às mulheres. “Ataques como a capa da revista ‘Isto É’ da semana passada é um ataque contra todas nós, é misoginia que atenta contra a nossa dignidade”, disse, sobre reportagem da revista publicada no último fim de semana.
Segundo Alessandra, neste momento é importante prestar solidariedade aos ataques sofridos por Dilma. “Sabemos que grande parte desses ataques à pessoa da presidenta são sofridos por causa do machismo que ainda domina nossa sociedade. Não vai ter golpe!”, afirmou.
A ex-secretária especial de Direitos para Mulheres do governo Lula, Nilcéia Freire, mandou mensagem em vídeo para o evento. “Nós, mulheres brasileiras, exigimos respeito aos nossos direitos conquistados passo a passo desde que a nossa Constituição cidadã foi criada”, destacou Nilcéia.

A representante das trabalhadoras domésticas, Creusa Maria Oliveira, lembrou que, pela primeira vez, as filhas das famílias de domésticas conseguiram chegar às universidades. “Nós sustentamos este País e hoje temos orgulho de vermos nossos filhos nas faculdades. Nunca tivemos essa oportunidade”, ressaltou.
A secretária de Direitos Humanos da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis (LGBT), Eliana Emetério, classificou como retrocesso a tentativa de afastar a presidenta eleita democraticamente. “É a luta do conservadorismo da elite contra uma população até então esquecida, casos dos negros, LGBTS e mulheres. Este movimento é para travar esses avanços”, criticou Eliana.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Blog do Planalto
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil
















