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Ciência e Tecnologia

Laboratório Nacional elabora filtro para extração de petróleo

por Portal Brasil publicado: 06/09/2010 16h55 última modificação: 28/07/2014 09h12

O Brasil está perto de se tornar produtor de uma tecnologia considerada importante para o processo de extração de petróleo. Uma parceria entre o Laboratório Nacional de Luz Síncroton (LNLS/MCT), em Campinas (SP), e a metalúrgica brasileira Adest resultou na criação de um produto destinado a separar o óleo de resíduos arenosos.

Os estudos sobre o elemento filtrante foram iniciados em 1998 como parte de doutorado do engenheiro Osmar Bagnato. Com a aproximação da Adest, o projeto foi inscrito e aprovado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), em 2008. O investimento total, incluindo a contrapartida das partes envolvidas, foi de R$ 1,4 milhão.

Os parceiros montaram a estrutura com uma prensa de grande capacidade acoplada a um forno de alta temperatura. Com isso, desenvolveram as condições para fazer a soldagem e a união das peças metálicas e desses elementos filtrantes.

 “Fizemos amostras e elas foram qualificadas mecanicamente, por meio de ensaios de corrosão, de filtração, etc. O que é muito importante porque a finalidade desse elemento filtrante (da tela Premium) é segurar a areia que viria junto com o petróleo no momento da extração. Quando essa areia sobe para a plataforma ela corrói e danifica todos os equipamentos, então, o filtro separa a areia do óleo”, sustenta Bagnato.

O projeto foi encerrado e dois protótipos serão colocados num poço de terra da Petrobrás, provavelmente, em Sergipe. Se os equipamentos funcionarem bem servirão de passaporte para a Adest fornecer o produto para a Petrobras e para o mercado nacional num prazo de três anos.

A novidade atraiu a estatal de petróleo da Noruega, a Statoil Brasil. Interessada a empresa investirá mais de R$ 2,5 milhões para um novo projeto. “A empresa propôs um laboratório junto com a Adest para fazer o desenvolvimento de novos protótipos e qualificá-los em escala maior. Um trabalho de 14 meses que estamos começando agora no início deste mês”, informa Bagnato.

O Brasil importa atualmente R$ 40 milhões desses componentes para os poços de petróleo da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. O trabalho de pesquisa colocará o País no seleto grupo de nações que detêm a tecnologia e condições para produzir a peça. Apenas três empresas em todo o mundo fabricam esse modelo de tela.

Fonte:
Ministério da Ciência e Tecnologia

 

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