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Ciência e Tecnologia

Nova usina de cana em São Paulo terá o triplo de capacidade para geração de energia elétrica

por Portal Brasil publicado: 14/02/2011 21h14 última modificação: 28/07/2014 14h48

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) apresentou nesta segunda-feira (14) o projeto de construção de uma usina de processamento de cana-de-açúcar capaz de gerar o triplo da energia elétrica produzida em empreendimentos do tipo já existentes no Brasil. Localizada no município de Piracicaba (SP), a nova usina deve entrar em funcionamento em três anos e servirá de modelo ao setor sucroalcooleiro. 

O projeto da usina foi apresentado ao ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, e ao vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos. Juntamente com outras empresas, os governos federal e estadual vão investir na construção da planta piloto do projeto, que custará R$ 110 milhões. 

O objetivo da iniciativa é testar a eficiência da tecnologia de gaseificação do bagaço da cana-de-açúcar. Na gaseificação, o bagaço é posto em uma caldeira e queimado por uma espécie de maçarico gigante. Da queima é gerado um gás que move um gerador e produz energia elétrica. O processo já é conhecido pelos pesquisadores brasileiros, mas ainda não é aplicado em grande escala. A usina do IPT será a primeira a fazer isso com um grande volume de bagaço de cana. 

Se o potencial for comprovado, especialistas estimam que o Brasil “ganharia uma nova Itaipu” só com o aumento da produtividade das usinas. “O processo pode triplicar o potencial de geração de energia das usinas”, afirmou o diretor superintendente do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), Nilson Zaramella Boeta. “Seria uma outra Itaipu produzindo energia.” 

Em 2009, por exemplo, o Brasil colheu 650 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Essa quantidade gerou 210 milhões de toneladas de biomassa. Segundo o IPT, caso essa biomassa fosse gaseificada, geraria R$ 24 bilhões em energia elétrica. 

Para Mercadante, o projeto da usina piloto é importante porque trata de um setor no qual o Brasil é líder, o sucroalcooleiro, e também de uma tecnologia sustentável. Segundo o ministro, a usina potencializará a produção da energia com o emprego do bagaço da cana. "Em vez da queima, vamos ter o uso para produção de energia limpa."

 

Fonte:
Agência Brasil

 

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