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Ciência e Tecnologia

Rede Acadêmica que reúne 500 instituições passa a operar com 1Gbps

por Portal Brasil publicado: 14/07/2011 13h08 última modificação: 28/07/2014 14h50

A rede acadêmica nacional, chamada de rede Ipê, foi ampliada nessa quarta-feira (13) e agora vai funcionar com conexões multigigabits (acima de 1Gbps). Operada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP/MCT), a rede Ipê conecta por meio de fibra óptica mais de 500 instituições de ciência e tecnologia, educação superior, educação e cultura. As conexões multigigabits  atendem agora a 24 unidades da federação, incluindo todas as capitais das regiões Nordeste e Centro-Oeste e alcançando a região Norte. A ampliação em 280% da capacidade agregada da rede foi viabilizada por parceria com a empresa de telecomunicações Oi e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Durante o evento, realizado na Biblioteca Nacional, foi realizada uma transmissão, em tempo real, de cirurgia realizada no Hospital Lauro Wanderley, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), acompanhada por estudantes e profissionais de medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade do Tocantins (UFT).

“O maior valor dessa rede não é a infraestrutura em si, mas as instituições interligadas por ela – assim como o melhor da árvore é a floração”, comparou o diretor da RNP, Nelson Simões, remetendo ao nome da rede. “Há uma enorme oportunidade de transformar a realidade brasileira, a vida das pessoas, a partir da qualificação de professores e alunos.” Ele apontou como grande desafio da RNP, nos próximos anos, levar esses benefícios para os campi além das grandes cidades.

Em discurso, o presidente da Anatel afirmou que, para conceder a anuência à operação entre Brasill Telecom e Oi, a Anatel impôs uma série de condicionamentos a serem cumpridos ao longo dos anos, entre eles o de "apoiar o fornecimento de serviços e de infraestrutura de uma rede de educação e pesquisa avançada no País, por meio de cessão de capacidade de transmissão em fibras óticas para uso não comercial pela RNP".

Sardenberg disse ainda que foi estabelecido condicionamento semelhante, em 2010, para a anuência prévia da fusão entre a Telefônica e a Vivo. "Neste caso, a obrigação é de que a Vivo disponibilize infraestrutura para contribuir com a interiorização da rede, mediante cessão de capacidade de transmissão em fibra óptica ou em alta velocidade para uso não comercial pela RNP. Esta cessão deverá viabilizar a interligação de campi de quatro universidades públicas localizadas na Região III do Plano Geral de Outorgas - correspondente ao Estado de São Paulo.", informou Sardenberg.

O presidente da Anatel mencionou ainda a proposta de regulamento de Estímulo à Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação preparada pela Anatel, resultado de um esforço colaborativo que envolve o diálogo entre entes governamentais e da sociedade, notadamente os Ministérios das Comunicações e da Ciência e Tecnologia, a academia e o setor privado. "A proposta contempla dispositivos inovadores de apoio ao desenvolvimento tecnológico e à geração de demanda e escala sobre a indústria eletroeletrônica e os institutos de pesquisa. Será criado o Certificado Anatel de Excelência em PD&I e estabelecido o Ranking Anual de Investimento em PD&I", disse.

A proposta de regulamento está em análise pelo Conselho Diretor da agência. Sardenberg explicou que o certificado contará para atribuição de pontos no momento de concessão de novas outorgas de serviços, certificação e homologação de novos produtos, editais de licitações de radiofrequências e empréstimos do BNDES e outros fundos públicos de financiamento.

Participaram da cerimônia os ministros da Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante, e da Educação, Fernando Haddad, entre outras autoridades.


Fonte:
Anatel
Ministério da Ciência e Tecnologia

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