Ciência e Tecnologia
SBPC 2011: ministro faz balanço da área de C&T no Brasil e aponta novos desafios
O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, disse nesta segunda-feira (11), em conferência na 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que para “colocar a ciência, tecnologia e inovação como eixo estruturante no desenvolvimento econômico no Brasil”, é preciso promover a inovação, formar recursos humanos e desenvolver pesquisa em estrutura científica e tecnológica.
Com investimentos nessas áreas, aponta ele, o Brasil vai alcançar também outras metas importantes como “reduzir a defasagem tecnológica da ciência e da educação, contribuir para diminuição da pobreza e das desigualdades e fomentar a economia verde e educativa”, disse o ministro.
A descentralização da mão-de-obra foi um dos avanços apontados pelo ministro na conferência. Segundo ele, antigamente, a região Sul e Sudeste concentravam o maior número na formação de doutores, mas hoje, outras regiões são capacitadas para formar doutores sem perder em qualidade para os grandes centros de formação.
Apesar disso, o volume de profissionais capacitados ainda não é suficiente para dar conta d a imensidão e dos complexos que o Brasil tem, aponta ele.
Outro processo que retarda o desenvolvimento de ciência e tecnologia no Brasil, citado por Mercadante, é o de patente. Mercadante usou como referencial as publicações sobre o óleo de copaíba. “Das 35 patentes feitas com o óleo de copaíba, nenhuma está no Brasil. Então, estimulamos a publicação, os cientistas brasileiros respondem, melhoramos no ranking científico. No entanto, não temos a outra ponta que é saber o que é estratégico e que precisa ser patenteado”, explica Mercadante. Para ele, é preciso estimular uma cultura de patentes que possa agilizar o processo, que dura em média sete anos.
A reunião da SBPC vai até sexta-feira (15), em Goiânia, com diversas atividades científicas voltadas para pesquisadores, educadores e jovens.
Fonte:
Inpa
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