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Ciência e Tecnologia

Museu Emílio Goeldi debate parceria na área de pesca com países de língua portuguesa

por Portal Brasil publicado: 05/10/2011 17h03 última modificação: 05/10/2011 17h57

O Museu Paraense Emílio Goeldi vai receber, até a próxima quinta-feira (6), a visita de antropólogos, cientistas sociais e estudantes do Brasil e do exterior durante o Seminário Internacional “Múltiplos Olhares sobre a Zona Costeira dos Países de Língua Portuguesa”. O evento faz parte das comemorações dos 145 anos do museu e é resultado das ações do Projeto de Cooperação Internacional Uso e Gestão de Territórios.  

O objetivo é fortalecer o intercâmbio com a África e avançar na parceria com a Europa, os estudos com populações haliêuticas (habitantes das margens de rios e oceanos) .

Durante o seminário serão apresentados os resultados das missões científicas que vêm se desenvolvendo desde 2008 nas zonas marítimas e estuarinas dos três países associados (Moçambique, Portugal e Brasil).

O governo brasileiro tem encorajado nos últimos anos a ampliação e o fortalecimento de políticas públicas que promovam maiores interações entre os países de língua portuguesa que compartilham de uma mesma herança cultural, originária não só da cultura européia, mas também da africana.

Sobre os diálogos interculturais, a pesquisadora do Museu Goeldi, Ivete Nascimento, explica que “uma importante condição no estabelecimento dos diálogos, se relaciona a transmissão dos conhecimentos resultantes da convivência do saber local e acadêmico. A prática do Uso e Gestão da Biodiversidade em Comunidades Ribeirinhas e Costeiras da Amazônia Brasileira (Renas) privilegia ações de divulgação onde esta troca é realizada de várias formas, direcionadas a públicos diversos. Pressupondo que estas ações permitem a manutenção do diálogo resultando no enriquecimento da nossa diversidade cultural.”

As três missões científicas em áreas haliêuticas foram desenvolvidas em Portugal, Moçambique e no Brasil. As áreas de trabalho, no Brasil, situaram-se no litoral amazônico, zona costeira do estado do Pará.

 

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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