Ciência e Tecnologia
Inpe lamenta acidente na Antártica
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) lamentou nesta segunda-feira (27) o acidente na Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), se solidarizando aos familiares dos dois militares que foram vítimas da tragédia, bem como a todos os envolvidos no Proantar.
No momento do acidente, estavam na EACF dois profissionais do Inpe: José Roberto Chagas, da Divisão de Geofísica Espacial, e José Valentin Bageston, da Divisão de Aeronomia, que estavam na Antártica desde o dia 10 de fevereiro. Os técnicos, que desembarcaram no Rio de Janeiro nesta madrugada, passam bem e devem chegar ainda nesta segunda à São José dos Campos (SP).
Segundo relatos de Chagas e Bageston, logo que foram detectadas as chamas na casa das máquinas, o Grupo Base da Marinha, responsável pela manutenção da EACF, orientou que se deixasse imediatamente a estação, seguindo as instruções de treinamento recebidas para atuar na estação.
Apesar de o incêndio ter atingido grandes proporções, nenhum dos laboratórios do Inpe foi atingido. Os dois módulos mais próximos da estação, o Ozônio e o Meteoro, foram utilizados como abrigo pelos técnicos do instituto e também por outros pesquisadores.
Infelizmente, não foi possível tomar nenhuma providência para proteger os equipamentos. Os pesquisadores agora avaliam o retorno à Ferraz para evitar danos à instrumentação, que está sem energia, e dar prosseguimento aos projetos de pesquisas.
Projetos
O Inpe possui três projetos na EACF, que são realizados em colaboração com outras instituições nacionais e estrangeiras. Sob a coordenação da Dra. Neusa Paes Leme, o primeiro é denominado Atmosfera Antártica e Conexões com a América do Sul e, vinculado ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Antártico de Pesquisas Ambientais (INCT-APA), mantém atividades nos seguintes temas: Alta Atmosfera Neutra, Monitoramento da Ionosfera, Ozônio e Radiação UV, Meteorologia e Gases Minoritários.
O segundo é o Atmantar, que dá continuidade aos projetos do Ano Polar Internacional, também coordenado pela Dra. Neusa Paes Leme. Já o terceiro, chamado Monitoramento da alta atmosfera na região Antártica e na América do Sul, tem como coordenadora a Dra. Emilia Correia.
Além desses, o Inpe realiza atividades no âmbito do Proantar com o apoio de navios oceanográficos e, desde janeiro, conta com o módulo Criosfera, instalado no interior do continente.
O instituto conduz pesquisas na região desde o início do Programa Antártico Brasileiro, há 30 anos, com estudos sobre a dinâmica da atmosfera, a camada de ozônio, meteorologia, gases do efeito estufa, a radiação ultravioleta, a relação sol-terra, o transporte de poluição, oceanografia e interação oceano-atmosfera.
Fonte:
Inpe
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