Ciência e Tecnologia
Reator deve garantir autossuficiência brasileira em radiofármacos a partir de 2017
O Brasil está a caminho de se tornar autossuficiente na produção de radioisótopos e radiofármacos, substâncias essenciais na medicina nuclear, especialidade médica que hoje possibilita as maiores chances de diagnóstico preciso e tratamento de doenças relevantes, como o câncer, por exemplo, e tem aplicações em problemas cardíacos e avaliação das atividades cerebrais, entre outras.
Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) deverá entrar em funcionamento em 2017, em Iperó, no interior de São Paulo.
O empreendimento, a cargo da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), consiste em um reator nuclear de pesquisa e produção de radioisótopos, que são a base para os radiofármacos e também para produção de fontes radioativas usadas pelo Brasil em larga escala nas áreas industrial e de pesquisas.
O Brasil possui atualmente quatro reatores de pesquisa em funcionamento. A produção de radioisótopos ocorre principalmente no reator IEA-R1, instalado na unidade da Cnen em São Paulo, o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). Esse reator, porém, não atende a demanda brasileira dos radioisótopos utilizados na produção de radiofármacos, que em 2011 propiciaram a realização 1,5 milhão de procedimentos de medicina nuclear.
Além de já ter local definido – um terreno de 1,2 milhão de metros quadrados cedido pelo Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP) –, o empreendimento foi incluído no Plano Plurianual do Governo Federal (PPA- 2012-2015), com uma previsão orçamentária da ordem de R$ 400 milhões para o período. O custo total estimado do RMB é de R$ 850 milhões.
Ao lado da produção de radioisótopos, o RMB tem como funções básicas a realização de testes de irradiação de combustíveis nucleares e materiais estruturais utilizados em reatores de potência, bem como a realização de pesquisas científicas com feixes de nêutrons em várias áreas do conhecimento, atuando de forma complementar ao Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS).
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