Ciência e Tecnologia
Governo cria o sistema integrado de laboratórios em nanotecnologia
O SisNano irá atuar no apoio ao desenvolvimento de processos, produtos e instrumentação, envolvendo ciência e tecnologia em empresas brasileiras
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) publicou nessa quarta-feira (27), no Diário Oficial da União (DOU), instrução que regula a integração dos Laboratórios Estratégicos e Associados ao Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologia (SisNano). As regras atendem à Portaria 245, de 5 de maio.
Entre outros requisitos, a Instrução Normativa 2 de 2012 determina a necessidade de regimento interno, de equipe profissional em quantidade suficiente e com formação compatível com as atividades executadas e de fornecimento de suporte técnico e de apoio a usuários externos.
Estabelece ainda prioridade aos laboratórios integrantes do SisNano em políticas públicas de apoio à infraestrutura de laboratórios e formação de recursos humanos altamente qualificados, de acordo com as diretrizes da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Encti) e associadas ao Plano Brasil Maior.
O regulamento se aplica a todos os estabelecimentos, públicos ou privados, que possuam sistemas e equipamentos para atuação na área de nanotecnologia, dentro do território nacional.
Entre outros objetivos, o sistema nacional visa promover o avanço científico e tecnológico e a inovação na área, além de otimizar a infraestrutura, o desenvolvimento de pesquisa básica e aplicada, promover a formação de recursos humanos e capacitar o país a desenvolver programas de cooperação internacional.
Reunião
As regras para a constituição do SisNano pontuaram as discussões na segunda reunião do Comitê Consultivo de Nanotecnologia deste ano, que também aconteceu na quarta-feira, no MCTI. No encontro, discutiu-se a escolha de dois laboratórios de referência no país na área e a publicação de portaria interministerial para tratar sobre assuntos ligados ao tema.
Para o coordenador de laboratório do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Oswaldo Luiz Alves, um dos membros do comitê, a iniciativa de criação do sistema representa um avanço no processo de organização e de governança das atividades desenvolvidas no setor.
“É importante porque na medida em que se inicia essa organização começa-se não só a viabilizar a interação entre os diferentes pesquisadores da área, mas também operacionalizar recursos que possam a ser utilizados para toda a comunidade”, avalia.
A preocupação com a organização do setor e de pensar uma nanotecnologia interessante ao país está entre as missões do comitê. “Temos hoje uma agenda de nanotecnologia para o país”, comenta o especialista. “Ela leva em consideração vários aspectos de sustentabilidade, as possibilidades de uso da nossa matéria-prima e os problemas brasileiros que vão ser resolvidos com o aporte do conhecimento da nanotecnologia.”
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Fonte:
MCTI
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