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Ciência e Tecnologia

Aberta seleção de métodos alternativos para uso de animais em pesquisas

por Portal Brasil publicado: 15/10/2012 14h38 última modificação: 28/07/2014 16h24
Divulgação / Universidade Federal do Pará Para criar alternativas de substituição de animais em pesquisas, os participantes devem encaminhar os projetos pelo site do CNPq

Para criar alternativas de substituição de animais em pesquisas, os participantes devem encaminhar os projetos pelo site do CNPq

Estão previstos recursos no valor de R$ 1,1 milhão para propostas voltadas para o financiamento de pesquisas e desenvolvimento e validação de modelo de pele humana na forma de kits para testes de segurança e eficácia

 

Em busca de encontrar soluções em pesquisas sem a experiência ou uso de animais, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) está selecionando propostas até a quinta-feira (18) para estruturação da Rede Nacional de Métodos Alternativos ao Uso de Animais em Pesquisas (Renama). 

De acordo com o presidente da Federação Latino-Americana de Biofísica, Marcelo Morales, a criação e o fortalecimento do Renama são fundamentais para o avanço da substituição de animais em pesquisas, quando houver comprovação científica da eficácia do método alternativo.

“Neste momento, o Brasil dá os primeiros passos na proliferação desses métodos, mas ainda há uma necessidade muito grande dos animais para a ciência. Só vamos conseguir substituir em alguns casos. Ainda é desta forma - com uso dos animais- que vamos conseguir fazer novas metodologias para a produção de medicamentos e de vacinas não só para uso de seres humanos, mas também dos próprios animais”, explicou.

A legislação brasileira exige que todas as instituições em que são feitas pesquisas com o uso de animais tenham uma comissão de bioética responsável por garantir que não lhes seja causado sofrimento.

A representante no Brasil da organização Worldwide Events to End Animal Cruelty (Weeac), que defende o fim da crueldade contra animais, Patrícia El-Moor, vê com otimismo a iniciativa do governo brasileiro. Embora reconheça que a criação do Renama cause desconfiança entre ativistas que exigem uma resposta mais rápida e definitiva às suas demandas, ela acredita que a rede vai contribuir, de fato, para incentivar pesquisas de métodos substitutivos.

 

Renama

A Renama foi criada em junho deste ano, no âmbito do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com o objetivo de atuar no desenvolvimento, na validação e na certificação de tecnologias e de métodos alternativos ao uso de animais para os testes de segurança e de eficácia de medicamentos e cosméticos. Outra atribuição da rede é promover maior integração de trabalhos e estudos colaborativos de grupos que atuam nessa área.

 

Edital de participação

Estão previstos recursos no valor de R$ 1,1 milhão para propostas voltadas para as linhas temáticas: financiamento de pesquisas para implementação em laboratórios, desenvolvimento e validação de modelo de pele humana na forma de kits para testes de segurança e eficácia, e métodos alternativos ao uso de animais.

Podem participar da seleção instituições de ensino superior, públicas ou privadas sem fins lucrativos; institutos e centros de pesquisa e desenvolvimento, públicos ou privados sem fins lucrativos; ou empresas públicas que executem atividades de pesquisa em ciência, tecnologia ou inovação.

As propostas devem ser encaminhadas ao CNPq pela internet, companhadas de arquivo contendo o projeto. A chamada e o regulamento podem ser conferidos no site da instituição.

 

Método alternativo existente 

Morales, que também é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), citou o exemplo de um método certificado internacionalmente para substituir os animais em testes de irritabilidade de pele. Esses kits, com estruturas celulares produzidas em cultura, são comercializados, mas o curto prazo de validade prejudica a importação pelo Brasil.

“O Brasil ainda não usa esse kit porque não conseguimos importar e usar durante o período de validade, que é apenas sete dias. Depois de ser enviado e passar por todos os trâmites da alfândega, o prazo já foi ultrapassado. É muito importante que tenhamos uma rede nacional que faça pesquisa com esses métodos alternativos e nos permita substituir sempre que possível”, avaliou.

 

 

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Fonte:
Agencia Brasil
Anvisa

 

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