Ciência e Tecnologia
Ovinos e caprinos do Nordeste terão material genético conservado
Com a seca no semiárido do Nordeste, ovinos e caprinos correm risco de extinção e, para evitar que isso ocorra, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Alagoas (Ceca-Ufal) firmaram acordo de conservação do material genético de alguns espécies.
Serão conservados os materiais genéticos de caprinos das raças Marota e Moxotó e da espécie ovina das raças Rabo Largo e Cara Curta. “Para o bem das futuras gerações, os recursos genéticos vegetais e animais devem ser considerados como um dos maiores patrimônios históricos, culturais e ambientais da região Nordeste”, comentou o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Mapa, Caio Rocha.
Para o coordenador é preciso reunir esforços para que as raças originadas da região mantenham-se conservadas, principalmente, para uma utilização associada à sustentabilidade. “As raças nativas são instrumentos com os quais precisamos contar no presente e no futuro”, acrescentou.
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Caprinos e ovinos
Grande parte do rebanho caprino encontra-se no Nordeste, principalmente nos estados da Bahia, Pernambuco, Piauí e Ceará. A ovinocultura tem representatividade na região Nordeste e no estado do Rio Grande do Sul.
Carne, pele e lã estão entre os principais produtos. A produção de leite de cabra é de cerca de 21 milhões de litros e envolve, em grande parte, empresas de pequeno porte.
A caprinocultura e a ovinocultura têm se destacado no agronegócio brasileiro. A criação de caprinos, com rebanho estimado em 14 milhões de animais, distribuído em 436 mil estabelecimentos agropecuários, colocou o Brasil em 18º lugar do ranking mundial de exportações.
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