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Ciência e Tecnologia

Método diminui incidência de doença na bananeira

Cultivo da Banana

Com o tratamento, a redução na incidência da doença pode chegar a 30%. Segundo a análise, a banana que é plantada sobre seringueira é mais saudável
por Portal Brasil publicado: 09/10/2013 14h26 última modificação: 30/07/2014 00h56
Divulgação/PriscilaViudes/Embrapa Dados preliminares das pesquisas têm sido bastante satisfatórios

Dados preliminares das pesquisas têm sido bastante satisfatórios

A Embrapa apresenta, nesta quinta-feira(10), aos agricultores de Acrelândia, dois métodos de controle da sigatoka-negra, a doença mais destrutiva da cultura da bananeira, que provoca queda na produtividade e prejuízos para os produtores rurais.  A aplicação de um fungicida na axila da planta será uma das alternativas que serão apresentadas.

O método é recomendado para a banana comprida, que não apresenta variedade resistente à doença.

A pesquisa ainda não está finalizada, mas os dados preliminares têm sido bastante satisfatórios. “Com o tratamento nós conseguimos reduzir a incidência da doença para apenas 10% do bananal. Nas plantas que não receberam, foi registrada uma incidência de 40%”, afirma a pesquisadora Sônia Regina Nogueira.

O consumo da banana comprida pela população acreana é alto. “O curso é muito importante, porque apresenta uma solução simples para controlar a principal doença da bananeira, que além de prejudicar a produção anual, compromete a qualidade do fruto que irá para o consumidor. Nos cursos mostramos, na prática, a aplicação do fungicida contra a sigatoka-negra e as variedades de banana resistentes esta doença, desenvolvidas pela Embrapa”, diz Sônia.

Este curso faz parte do projeto Transferência de alternativas tecnológicas para convivência com a sigatoka-negra em bananeira no Estado do Acre, executado pela Embrapa Acre. A Embrapa organizou quatro cursos com esse enfoque e até o final do ano serão realizados mais duas edições.

Unidades de observação

O agricultor João Câmara, do Ramal Samaúma, cedeu uma área em sua propriedade para a instalação de uma unidade de observação e tem acompanhado o experimento. “Tenho notado que a planta dessa área está mais bonita. Quero usar esse método no resto do meu bananal porque se não tiver uma forma de controle dessa doença não é possível melhorar o plantio”, afirmou.

O curso mostra ainda a importância dos produtores realizarem todas as etapas do manejo para evitar a sigatoka-negra. “É fundamental pensar no plantio desde a escolha da área até os tratos do cultivo da bananeira”, afirma Sônia.

Foram instaladas Unidades de Observação no projeto de desenvolvimento rural Bonal (Senador Guiomard), em Acrelândia e no Ramal Samaúma (Plácido de Castro). A capacitação conta com a parceria da Secretaria de Extensão e Produção Agroflorestal (Seaprof), Ciga, empresa que presta consultoria técnica em projetos de assentamento, e da Associação dos Produtores de Banana do Município de Acrelândia (ASPBAC). (Texto: Priscila Viudes Mtb 030/MS, Embrapa Acre).

Bananeiras com seringueiras

A demonstração de plantio de bananeiras na entrelinha de seringueiras será outro aspecto abordado no curso. Através de análises, comprovou–se que a banana que é cultivada sobre seringueira, tem muito menos doenças do que a banana que é cultivada em pleno sol. Foram instaladas três unidades em áreas de produção de seringa, onde os produtores além de explorar o látex fazem também o plantio de banana.

Geração de renda

A cultura da banana é a segunda de maior importância do estado, que gera renda e movimenta o mercado. No Acre, há cerca de 6 mil hectares de área plantada com bananeira, o principal município produtor é Acrelândia.

Segundo o analista da Embrapa Acre, Gilberto Costa, o valor da produção de banana, em 2010, foi de 19 milhões de reais, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Esse valor supera a produção de madeira e de castanha do período”, disse.

 

Fonte:

Embrapa

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