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Ciência e Tecnologia

Simpósio sobre cogumelos busca viabilizar comercialização

Tecnologia e Saúde

Especialistas irão discutir sobre a importância tecnológica e biotecnológica de cogumelos comestíveis e medicinais
por Portal Brasil publicado: 12/10/2013 09h08 última modificação: 30/07/2014 00h56

Com o objetivo de debater a importância dos cogumelos comestíveis e medicinais para a Amazônia e promover a interação entre pesquisadores brasileiros e estrangeiros, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) realiza, simultaneamente de sábado (12) até terça-feira (15), o Vll Simpósio Internacional sobre Cogumelos no Brasil e o Vl Simpósio Nacional sobre Cogumelos no Tropical Hotel Manaus.

Especialistas nacionais e internacionais irão discutir sobre a importância tecnológica e biotecnológica de cogumelos comestíveis e medicinais reunidos em quatro temas: produção e tecnologia de cultivo; biodiversidade; biotecnologia, tecnologia, nutrição e saúde; e meio ambiente, pesquisa e desenvolvimento

Os eventos são voltados para a produção de cogumelos comestíveis e medicinais, abordando diferentes formas de cultivo. Será debatida ainda a aplicação de substâncias extraídas dos cogumelos para tratamentos de efluentes, biorremediação (quando organismos vivos são usados para remover contaminações no ambiente), bioenergia, além das propriedades nutricionais e medicinais dos cogumelos.

Entre os palestrantes estão o presidente da Sociedade Internacional de Estudos Científicos de Cogumelos, Greg Seymour, além de especialistas de países como China, Japão, Coréia, Estados Unidos, Nova Zelândia, Espanha, Portugal e especialistas nacionais.

Produção e comercialização

De acordo com a pesquisadora do Inpa e responsável pela organização do evento, Ceci Sales-Campos, a comercialização mundial de cogumelos (cultivados, medicinais e selvagens) giram em torno de US$ 45 bilhões, sendo os maiores produtores China, Japão, Estados Unidos, Holanda, Polônia e Espanha. Somente a China consegue produzir 21,5 milhões de toneladas/ano. No Brasil, a produção fica em torno de 15 mil toneladas/ano, sendo que o país importa quase a mesma quantidade que produz.

Dentre as espécies comercializadas no Brasil, Ceci Campos destaca champignon, hiratake (shimeji preto e branco) e shiitake.  A produção brasileira é feita em pequena escala concentrada no interior de São Paulo, por conta do clima, como os municípios de Mogi das Cruzes, Cabreuva e Itapeuma e Sorocaba.

Ceci Campos afirma que Amazônia possui potencial para a produção de cogumelos comestíveis, mas ainda é preciso a criação de uma cadeira produtiva que envolva pequenos, médios e grandes produtores. 

Estudos

Sales-Campos ressalta que apesar de existirem vários estudos como teses, dissertações e artigos científicos, ainda há necessidade de se desenvolver um trabalho para a implementação de um nicho economicamente sustentável de cogumelos na Amazônia e os simpósios servirão para promover o intercâmbio entre pesquisadores da Amazônia com os de outros países.

Ainda de acordo com a pesquisadora, os simpósios inserem o país no contexto mundial do mercado de cogumelos com divulgação dos estudos de espécies nativas da Amazônia para o mundo. “Vamos debater ainda formas de transferir a tecnologia de cultivo de cogumelos comestíveis para a população de forma a contribuir para o desenvolvimento sustentável do país. Teremos a grande oportunidade de apresentar resultados de pesquisa com estes organismos de grande importância para o homem e o meio ambiente”, ressaltou.

Cogumelos

Ingrediente fundamental nas comidas asiáticas e muito conhecido pela população, o cogumelo comestível tem um cultivo desconhecido nos campos do Amazonas. No mundo há aproximadamente 25 espécies cultivas e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) já conseguiu domesticar e cultivar quatro espécies regionais.

Parceria

O evento conta com a parceria Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Sociedade Brasileira de Micologia (SBMy). Com o apoio financeiro da Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Superior (Capes), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e das secretárias do estado de Produção Rural (Sepror) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e da Empresa Natura. 

Confira a programação aqui.

Fonte:
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia

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