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Ciência e Tecnologia

Adubação nitrogenada ajuda produção de milho safrinha

Seminário

Pesquisador apresenta método de plantio que pode promover ganho de 5% na produção
por Portal Brasil publicado: 29/11/2013 14h31 última modificação: 30/07/2014 00h59
Nilton Pires/Embrapa Método foi apresentado por pesquisador durante o 12º Seminário Nacional de Milho Safrinha, em Dourados (MS)

Método foi apresentado por pesquisador durante o 12º Seminário Nacional de Milho Safrinha, em Dourados (MS)

O uso de azospirillum e da adubação nitrogenada nas lavouras de milho safrinha foi tema de palestra realizada na tarde desta quarta-feira (27) durante o 12º Seminário Nacional de Milho Safrinha, em Dourados (MS). O tema foi apresentado pelo pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas (IAC/APTA), Aildson Pereira Duarte.

Segundo ele, o milho safrinha responde bem a adubação nitrogenada. Aildson explicou que a soja, por simbiose com o Bradyrhizobium sp.,  uma bactéria presente em suas raízes, capta o nitrogênio do ar e o fixa. "O agricultor pode até dispensar a adubação nitrogenada nas lavouras de soja. Mas, com o milho isso não é indicado, sendo necessário a adubação nitrogenada", destaca.

Ele explicou que o nitrogênio presente na palha da soja se apresenta em níveis baixos, não sendo suficiente para assegurar bons índices de produtividade, pois o milho demanda muito nitrogênio. Segundo ele, as pesquisas revelaram que o melhor momento da adubação nitrogenada é durante a semeadura e que a dose no sulco de semeadura deve ser de 30 a 40kg por hectare de nitrogênio.

"Os agricultores precisam estar conscientes de que adubação nitrogenada durante a semeadura, feita na quantia correta e com manejo adequado, garante excelentes resultados de produtividade", disse ele.  Segundo Aildson, quando o agricultor opta apenas pela adubação a lanço o ideal é que tenha três equipes operando simultaneamente e explica que uma equipe colhe a soja, a outra planta o milho e uma terceira cuida das questões relacionadas a adubação. "É uma mudança de estratégias, uma inovação que vai garantir o retorno financeiro do milho safrinha", destaca ele.

Quanto ao uso de inoculação com azospirillum nas lavouras de milho safrinha, Aildson explica que tanto o milho quanto a soja tem associação com bactérias que ocorrem naturalmente no solo. Mas, no caso do milho não ocorre por simbiose, como na soja. Sua associação com o milho estimula tanto o crescimento da planta quanto o desenvolvimento do sistema radicular do milho, mas é preciso fazer a inoculação para que estirpes mais eficientes de azospirillum colonizem o sistema radicular e ocorra benefícios em termos de aumento de produtividade..

"Esse processo pode ser feito via sementes antes do plantio, aplicando o produto - pó ou líquido", disse Aildson. Ele destaca que a inoculação demanda cuidados especiais, pois precisa ser feita muito próxima do momento do plantio e, como se trata de um produto biológico, aspectos como condições ambientais, de solo e clima, podem influenciar no resultado positivo em termos de  aumento de produtividade.

"O produtor precisa ficar atento a essas questões e forma de manejo, pois o aumento de produtividade pode chegar a 5%, quando feito de forma correta", concluiu o pesquisador do IAC/APTA.

Realização

O 12º Seminário Nacional de Milho Safrinha é uma promoção da Associação Brasileira de Milho e Sorgo (ABMS) e uma realização da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Conta com apoio da Associação dos Engenheiros Agrônomos da Grande Dourados (AEAGRAN), Associação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso do Sul (AEAMS), Grupo Plantio na Palha (GPP) e Sindicato Rural de Dourados.

Fonte:
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

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