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Ciência e Tecnologia

BNDES, Embrapa e parceiros estudam setor de etanol

Biocombustíveis

Pesquisas avaliam viabilidade ambiental e econômica de usinas de etanol e potencial de produção em diferentes regiões do País
por Portal Brasil publicado: 26/06/2014 22h55 última modificação: 30/07/2014 00h58

O Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) uniu-se à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ao Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Etanol (CTBE) e ao Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas da Universidade de São Paulo (PECEGE/USP) em um estudo de avaliação de desempenho ambiental e econômico de usinas de produção de etanol a partir de cana-de-açúcar e milho. A iniciativa é uma resposta ao grande interesse do setor produtivo por empreendimentos agroindustriais do ramo.

De acordo com o gerente do Departamento de Biocombustíveis do BNDES, Artur Yabe Milanez, o estudo orientará a atuação do órgão em relação ao etanol. “Serão tratadas questões como a avaliação do potencial de produção em diferentes regiões brasileiras, tema que certamente vai gerar um debate importante tanto dentro do setor, como do governo” explicou. Segundo Milanez, o trabalho também avaliará a conveniência de se agregar o sorgo sacarino, variedade de entressafra da cana-de-açúcar, a esse novo modelo produtivo. “Este [o sorgo sacarino] tem sido até mais utilizado que o milho como biomassa complementar à cana-de-açúcar”, afirma.

Otimização do produto

Uma equipe liderada pela pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente em Jaguariúna (SP), Marília Folegatti Matsuura, tem desenvolvido trabalhos sobre avaliação do ciclo de vida (ACV) de biocombustíveis. Recentemente a equipe concluiu um estudo, em parceria com a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EPUSP), onde se avaliou o desempenho ambiental dos produtos de uma usina “flex” de etanol de cana e milho a partir de dados reais. Vários impactos ambientais potenciais foram avaliados, assim como diferentes possíveis cenários. Questões como ocupação de terra agriculturável, consumo hídrico e ecotoxicidade foram identificados como os pontos críticos a serem considerados em futuros empreendimentos.

O CTBE, também participante deste estudo, responderá pela avaliação de uma “usina flex otimizada”. Já o PECEGE, com vasta experiência em estudos de custo de produção no setor sucroenergético, estudará o potencial desempenho econômico desta nova atividade. A ideia dos pesquisadores envolvidos é identificar critérios a partir dos quais seja possível determinar a viabilidade da integração milho-cana.

Integração de sistemas produtivos

Celso Manzatto, chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, em visita recente ao norte do Mato Grosso e sul do Pará, verificou a rápida transformação dos sistemas produtivos nessa região, em decorrência da síndrome da morte do capim-braquiarião. “Como consequência, pastagens plantadas há mais de 20 anos, atualmente degradadas, estão sendo renovadas com a utilização de outras forrageiras, contando com a produção de milho e soja como estratégia de redução de custos para o preparo e correção do solo”, explica.

“Assim, a introdução do etanol de milho pode representar mais um vetor para a intensificação da pecuária, principal atividade produtiva dessa região, por meio da oferta de coprodutos do processamento industrial para a alimentação animal. Este é um exemplo de identificação de prioridades e promoção da integração de sistemas produtivos, cujos impactos podem ser previstos pela Avaliação de Ciclo de Vida”, diz Manzatto.

Essa iniciativa atende a uma das linhas do Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC) – a recuperação de pastagens degradadas. Ainda, há um esforço grande para a introdução da integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) nessas regiões, podendo se configurar uma oferta adicional de biomassa vegetal para a indústria.

No próximo dia 31 de outubro o BNDES reunirá, na Embrapa Meio Ambiente, empresários atuantes no setor para debater o tema.

Fonte:
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

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