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Especialista defende sustentabilidade na mineração

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Segundo diretor da Vale, Luiz Mello, indústrias de hoje têm que trabalhar com um conjunto de regulamentações sociais e ambientais
por Portal Brasil publicado: 26/11/2013 21h02 última modificação: 30/07/2014 00h59

A necessidade de uma avaliação sistêmica sobre o uso dos recursos naturais, levando em conta não apenas o seu valor para produção de energia, por exemplo, mas também os impactos para a saúde e para o meio ambiente é um dos mecanismos defendidos por cientistas que participaram hoje (26) do Fórum Mundial de Ciência, no Rio de Janeiro, como a melhor forma de se analisar uma tomada de decisão.

Para o diretor do Instituto Tecnológico da Vale (empresa brasileira da área de mineração), Luiz Mello, atualmente não é possível imaginar o uso de qualquer recurso natural pensando apenas em uma dimensão. Ele foi um dos palestrantes do painel sobre o uso da ciência para os recursos naturais.

Mello traçou uma comparação histórica sobre o comportamento das companhias de mineração ao longo dos últimos séculos, especificamente na área de carvão, e ressaltou que o setor ficou marcado negativamente pelo desempenho e pela performance inadequada de suas indústrias extrativas.

“Ao longo do tempo, essas indústrias que tinham atuação mais desprovida de preocupação com a saúde humana e com o ambiente fecharam as portas e desapareceram”, lembrou.

Novos parâmetros

O cientista, que hoje exerce o cargo de diretor de tecnologia e inovação da Vale, sustenta que a sociedade atual não aceita mais os antigos parâmetros. Segundo ele, as indústrias do século 21 têm que trabalhar com um conjunto de regulamentações sociais e ambientais que são muito diferentes do que eram no passado. “Enquanto no passado se abria uma mina e ao final da operação deixava-se o local de qualquer jeito, hoje em nenhum lugar se abre uma mina sem antes ter aprovado um plano de fechamento”, observa. “Então antes mesmo de começar a operar é preciso dizer para o governo e para a sociedade como a mina será fechada e como será feita a remediação final do processo minerário”.

Para o especialista, o desenvolvimento sustentável no setor só será possível se forem levadas em conta as dimensões ambiental, social e econômica. “Esse desenvolvimento só vai existir se o depósito tiver viabilidade e valor econômico, por exemplo. Essa operação só será ambientalmente sustentável se buscar-se, ao final, dar outro destino ao local, seja na construção de um shopping ou de um reservatório de água ou na reconstrução vegetal da área”, pondera. “Por fim, será socialmente sustentável se, ao longo do processo, a comunidade local se beneficiar e tiver um crescimento econômico, educacional, social ou de saúde com a atividade minerária que se desenvolveu ali”.  

É a partir dessa nova perspectiva, acrescentou Mello, que a ciência passa a ter grande relevância. “A ciência pode permitir uma análise mais abrangente e, ao fazer essa análise, é possível se fazer um uso mais sustentável ao se considerar a sociedade, o meio ambiente e o interesse econômico”.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

 

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