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Preparatórios para Fórum Mundial de Ciência contribuem para políticas nacionais

Encontros

Discussões realizadas devem contribuir na formatação das políticas públicas nacionais dos próximos governos
por Portal Brasil publicado: 22/11/2013 19h00 última modificação: 30/07/2014 00h59

De agosto de 2012 a agosto de 2013, sete capitais brasileiras sediaram encontros preparatórios para o 6º Fórum Mundial de Ciência (FMC) 2013, que começa no próximo domingo (24) e segue até quarta-feira (27), no Rio de Janeiro (RJ).

Segundo o secretário executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Antonio Elias, as discussões realizadas devem contribuir na formatação das políticas públicas nacionais dos próximos governos, ao menos até o fim da década, em 2020.

“Criamos um debate que, na verdade, não se esgota nesses sete encontros”, disse Elias, nesta sexta-feira (22), último dia do Seminário Brasil – Ciência, Desenvolvimento e Sustentabilidade, também na capital fluminense. “Essa percepção nos fornece elementos para construir uma proposta mais arrojada para o ano que vem, pensando a década, e, por outro lado, a estruturação, em conjunto com parceiros, dos caminhos estratégicos para o próximo governo”.

O secretário lembrou que cada encontro tratou de um tema central específico, mas houve abordagens horizontais, que conectaram os sete eventos, em quatro linhas transversais: educação em ciência; difusão e acesso ao conhecimento e interesse social; ética na ciência; e desenvolvimento sustentável e inclusivo.

Conexão

 Ao apresentar o documento Ciência para o Desenvolvimento Sustentável Global: Contribuição do Brasil, síntese dos encontros preparatórios, a presidenta da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, ressaltou o caráter integrador do ciclo de discussões.

“Embora eles tenham passado somente por sete capitais, em todos os locais houve participação de estados vizinhos. A integração nacional foi intensa e chegou, em vários dos eventos, a envolver o exterior, inclusive em São Paulo, onde contamos com a grande maioria dos presidentes das academias de ciências da América Latina e do Caribe”, contou. “As discussões refletem o Brasil, mas o Brasil está inserido na região; são problemas e potenciais soluções de todo um contingente do Hemisfério Sul”.

Histórico

São Paulo recebeu o 1º Encontro Preparatório, em agosto de 2012, quando foi discutido o intercâmbio entre educação e inovação, com objetivo de se propor bases para a cidadania e o desenvolvimento sustentável.

Promovido na capital mineira, em outubro do ano passado, o 2º Encontro debateu os desafios para o desenvolvimento científico e tecnológico nos trópicos. A representante da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) no seminário, Marisa Mancini, informou que o evento discutiu sobre a gestão e preservação de recursos hídricos, agronegócio e doenças tropicais.

Um mês depois, em Manaus, o 3º Encontro abordou a diversidade tropical e a ciência para o desenvolvimento. Segundo o secretário executivo da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas (Secti-AM), Eduardo Taveira, “ficaram latentes as pressões acerca do uso dos recursos naturais e os desafios que nós temos frente às florestas tropicais”.

 O 4º Encontro, em Salvador, em dezembro, tratou de energia e sustentabilidade. “O foco principal foi a matriz energética brasileira e como torná-la mais limpa”, explicou o coordenador do Instituto Nacional de Energia e Ambiente (INCT E&A), Jailson Andrade. “Avaliamos o envolvimento da energia com o uso da água, a produção de alimentos e o reflexo no meio ambiente. Esses quatro itens estão completamente interligados”.

Já em 2013, em abril, Recife recebeu o 5º Encontro, que abordou oceanos, clima e desenvolvimento. “Acreditamos que a América Latina, o Caribe e, em particular, o Brasil têm muito a contribuir no debate internacional”, avaliou o pesquisador Moacyr Araújo, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

O 6º Encontro ocorreu em Porto Alegre, em maio, com clima, saúde e alimentos no centro das discussões. A secretária adjunta de Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Sul, Ghissia Hauser, lembrou que o Paraná e Santa Catarina também participaram do evento na capital gaúcha.

O Distrito Federal fechou o ciclo com o 7º Encontro, em agosto, com a ciência para o ambiente e a justiça social como tema. A socióloga Fernanda Sobral, da Universidade de Brasília (UnB), enfatizou a relevância da interdisciplinaridade acadêmica. “Os desafios e os problemas que nos afetam hoje exigem que disciplinas diferentes conversem. Em alguns casos, inclusive, a ciência precisa dialogar com saberes tradicionais, além das fronteiras entre as culturas”.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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