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Ciência e Tecnologia

Unesco pede ciência mais conectada a políticas públicas

Desafios

Diretora da entidade cobra modelo de desenvolvimento sustentável na abertura do Fórum Mundial de Ciência no Rio de Janeiro
por Portal Brasil publicado: 25/11/2013 12h18 última modificação: 30/07/2014 00h59

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Irina Bokova, participou da abertura do Fórum Mundial de Ciência (FMC), na noite deste domingo (24), no Rio de Janeiro. Ela anunciou os vencedores de prêmio ambiental, defendeu a necessidade de um outro modelo de desenvolvimento e ressaltou a contribuição que a ciência pode dar para essa frente.

“Estamos chegando aos limites do desenvolvimento como vem sendo entendido até agora”, disse. “Há décadas, o desenvolvimento vem sendo medido apenas por indicadores econômicos. Hoje, o paradigma de desenvolvimento humano sustentável deve ser muito diferente”, argumentou Irina. Ela citou problemas como as mudanças climáticas e a poluição das águas como exemplos de que nenhum país pode atingir essa meta sozinho, ressaltando a importância da cooperação e do compartilhamento de conhecimentos.

Para Irina, a ciência precisa estar mais conectada às políticas públicas. “Na nossa maneira de pensar, ela deve ser integrada, mais transversal, incluindo as ciências humanas”, acrescentou. Segundo a dirigente, essas são as mensagens centrais de relatório divulgado pelo organismo internacional no começo do mês.

A diretora da Unesco lembrou também a criação do Conselho Consultivo Científico da Organização das Nações Unidas (ONU), composto de 26 cientistas, entre eles o brasileiro Carlos Nobre. O climatologista é secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Prêmio ambiental

Irina Bokova anunciou as duas instituições vencedoras do Prêmio Sultan Qaboos para Preservação Ambiental em 2013: a State Forests – National Forest Holding, da Polônia, e a Endangered Wildlife Trust, da África do Sul.

Ela defendeu o imperativo de agir em âmbito global, mas também uma atenção especial às regiões onde as condições são mais agudas. Apontou, nesse sentido, a necessidade de 2,5 milhões de novos engenheiros na África Subsaariana para que se atinjam as metas para acesso a água e saneamento.

“Hoje, os países menos desenvolvidos contribuem pouco para a ciência global e obtêm apenas benefícios marginais do desenvolvimento desta. Além disso, a participação das mulheres na ciência permanece muito baixa. Isso é o que precisamos mudar”, frisou. Em sua avaliação, o fórum mundial pode contribuir para uma governança melhor no universo científico.

A participante citou uma frase do sanitarista brasileiro Oswaldo Cruz: "Sem esmorecer para não desmerecer". “Podemos agir com determinação para formular o destino que queremos”, resumiu.

Fonte:

Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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