Você está aqui: Página Inicial > Ciência e Tecnologia > 2013 > 12 > Estudo descreve inundações e vegetação de reserva no AM

Ciência e Tecnologia

Estudo descreve inundações e vegetação de reserva no AM

Amazônia

Pesquisa do Instituto Mamirauá revela mapas, habitats únicos e prevê possíveis mudanças provocadas pelo aquecimento global
por Portal Brasil publicado: 16/12/2013 15h00 última modificação: 30/07/2014 01h00

Combinações inusitadas entre as formações vegetais de várzea e os padrões de inundação podem ser um bom indicativo de associações incomuns. É o que aponta um estudo conduzido pelo Instituto Mamirauá que teve por objetivo caracterizar a distribuição dos principais tipos de vegetação e dos padrões de inundação da Reserva Mamirauá, no Amazonas. As análises foram possíveis com a utilização de métodos estatísticos e de sensoriamento remoto com imagens de radar.

As imagens são capazes de fornecer dados da vegetação e, ao mesmo tempo, detectar a inundação debaixo do dossel florestal com uma relativa independência das condições meteorológicas (nuvens, chuva, dia ou noite). Usando esses dados e os de parcelas florestais mantidas pelo instituto, uma metodologia de mapeamento foi elaborada baseada em técnicas estatísticas de mineração de dados e árvores de decisão.

Saiba mais

“Alguns hábitats de Mamirauá podem tornar-se mais predominantes enquanto outros podem desaparecer completamente caso se confirmem as previsões de que mudanças climáticas aumentarão os períodos de seca e eventos extremos na Amazônia”, afirma o geógrafo Jefferson Ferreira, um dos autores do estudo.

Os mapas revelaram o complexo mosaico de habitats que formam a paisagem da Reserva Mamirauá e como os diferentes tipos de vegetação se relacionam com os padrões de inundação. A vegetação de chavascal apresentou períodos de inundação mais variados do que o reportado na literatura, desde menos de 40 dias até 295 dias por ano. “A hipótese levantada é que altas concentrações de argila no solo e/ou áreas de lençol freático muito próximo à superfície expliquem melhor a presença desse tipo de vegetação do que o tempo de inundação”, conclui Ferreira.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Biotecnologia auxilia no desenvolvimento de plantas
A pesquisadora da Embrapa Lucimara Chiari fala da importância da biotecnologia no melhoramento de forrageiras
Consulta Pública sobre Marco Legal
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação promove um processo de Consulta Pública em duas fases. Saiba como participar
Brasil reduz emissão de gás carbônico
Brasil reduz 53,5% do total de gás carbônico (CO2) emitido pelo na atmosfera entre 2005 e 2010
A pesquisadora da Embrapa Lucimara Chiari fala da importância da biotecnologia no melhoramento de forrageiras
Biotecnologia auxilia no desenvolvimento de plantas
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação promove um processo de Consulta Pública em duas fases. Saiba como participar
Consulta Pública sobre Marco Legal
Brasil reduz 53,5% do total de gás carbônico (CO2) emitido pelo  na atmosfera entre 2005 e 2010
Brasil reduz emissão de gás carbônico

Últimas imagens

Reagentes do teste estão em produção e serão distribuídos para centros de pesquisa e laboratórios do País
Reagentes do teste estão em produção e serão distribuídos para centros de pesquisa e laboratórios do País
Divulgação/Fiocruz
Satélite deve ser colocado em órbita no segundo semestre de 2016
Satélite deve ser colocado em órbita no segundo semestre de 2016
Divulgação/Finep
Melhores classificados representarão o Brasil nas olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica de 2017
Melhores classificados representarão o Brasil nas olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica de 2017
Divulgação/MCTI
Pesquisadora Rose Monnerat diz que bioinseticida pode ser adicionado em qualquer lugar que acumule água ou tenha potencial para ser um criadouro do Aedes aegypti
Pesquisadora Rose Monnerat diz que bioinseticida pode ser adicionado em qualquer lugar que acumule água ou tenha potencial para ser um criadouro do Aedes aegypti
Divulgação/Embrapa
Radares Atlas e Adour foram modernizados
Radares Atlas e Adour foram modernizados
Divulgação/AEB

Governo digital