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Ciência e Tecnologia

Estudo mostra que aves retornam para onde nasceram quando adultos

Preservação

Resultados reforçam a importância de as comunidades preservarem as praias usadas pelas aves para procriação
por Portal Brasil publicado: 24/12/2013 12h09 última modificação: 30/07/2014 01h00

De agosto a novembro, o Instituto Mamirauá realizou a campanha de captura de aves 2013. Durante o estudo, que anilhou mais de 1,4 mil aves na Reserva Mamirauá, foram capturados três da espécie corta-águas (Rynchops niger) que receberam as anilhas em 2012, quando ainda eram filhotes.

"Com essas recapturas descobrimos que os filhotes (ao menos alguns) retornam já adultos para a mesma praia onde nasceram e também que adultos retornam para a praia em que se reproduziram no ano anterior. Com isso, podemos perceber como é importante que as comunidades continuem protegendo as praias ao longo dos anos", disse a pesquisadora Bianca Bernardon.

Os resultados reforçam a importância de as comunidades preservarem as praias usadas pelas aves para procriação. As campanhas de captura ocorreram no Rio Solimões, em duas praias do setor Horizonte, protegidas pela Comunidade Novo Horizonte; e no setor Aranapu, em uma praia protegida pela comunidade São Francisco do Boia, Rio Aranapu.

Ao longo de quatro meses de atividades, foram realizadas 19 capturas noturnas, com duração de aproximadamente cinco horas e 25 dias de capturas diurnas para marcação de filhotes. Das espécies anilhadas, 800 eram corta-águas, 620 gaivotas (Phaetusa simplex) e três gaivotinhas (Sternula superciliaris).

O estado de saúde delas foi avaliado. As atividades de captura das aves adultas acontecem à noite, quando a temperatura ambiente é menor, causando menos impacto às aves. No período noturno, elas também têm dificuldades de verem as redes, que têm doze metros de comprimento por três metros de altura e são abertas verticalmente. Os animais são recolhidos assim que caem na armadilha para obtenção de dados biométricos como peso, comprimento da cabeça, da asa, do bico, entre outros. Após essa coleta de dados, os animais são soltos novamente.

Cada ave recebe um anel de metal que possui um número de identificação. Esses dados são armazenados no banco de dados do Sistema Nacional de Anilhamento de Aves Silvestres (SNA). Quando outro pesquisador capturar essa mesma ave, em outra parte do Brasil ou da América do Sul, ele vai anotar o número e o Instituto Mamirauá poderá conhecer a rota de migração das espécies.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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