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Ciência e Tecnologia

Pesquisa desenvolve corante natural para identificar tuberculose

Inovação

Substância encontrada em plantas da Amazônia elimina riscos do diagnóstico. Estudo do Inpa/MCTI e Ufam gerou pedido de patentes
por Portal Brasil publicado: 25/02/2014 12h18 última modificação: 30/07/2014 01h35

O diagnóstico da tuberculose é feito por meio da baciloscopia, que analisa o escarro do paciente. Preocupados em eliminar os riscos envolvidos, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) desenvolveram nova técnica de coloração que substitui a carbolfucsina por uma substância natural encontrada em plantas da Amazônia ou microrganismos da natureza.

O resultado da pesquisa gerou o pedido de duas patentes, no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), em 2013. Os nomes das plantas e dos microrganismos são mantidos em sigilo por questões de segurança.

Na baciloscopia são utilizados corantes sintéticos (a carbolfucsina) e reagentes para detectar a presença de micróbios causadores da doença. Os corantes utilizados no diagnóstico são indutores de desenvolvimento de câncer ou tóxicos à saúde do homem e ao meio ambiente.

A tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa (passa de uma pessoa para outra) causada pelo micróbio Mycobacterium tuberculosis, conhecido como bacilo de Koch (por causa do seu descobridor Robert Koch). Atinge principalmente os pulmões, mas pode afetar outras partes do nosso corpo, como gânglios, rins, ossos, intestinos e meninges.

“Após 130 anos, utilizando-se a mesma técnica para diagnosticar a tuberculose e sabendo-se que os corantes e reagentes utilizados são cancerígenos ou tóxicos para o homem e para o meio ambiente, surgiu a ideia de substituir os corantes sintéticos por uma substância natural”, explica a pesquisadora do Inpa Julia Ignez Salem, médica e doutora em ciências (microbiologia).

O Laboratório de Micobacteriologia do Inpa executa atividades à procura de novos fármacos e corantes para uso no combate à tuberculose desde 1995. Para isso, conta com vários parceiros, entre eles a Ufam.

>> Leia a matéria completa.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia

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