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Ciência e Tecnologia

“Estou certo de ter cumprido o meu dever”, diz Raupp

Passagem de cargo

Na cerimônia de transmissão do cargo ao sucessor Clelio Campolina, ministro apresentou um balanço dos avanços alcançados pelo MCTI nos últimos dois anos
por Portal Brasil publicado: 18/03/2014 14h14 última modificação: 30/07/2014 01h35

“Estou certo de ter cumprido o meu dever, tanto na perspectiva pessoal, como cientista e cidadão, quanto institucional”, disse Marco Antonio Raupp ao entregar o cargo ao seu sucessor no ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina. Raupp fez um balanço dos avanços obtidos nos mais de dois anos que esteve à frente do cargo, especialmente na condução de programas prioritários para o governo e para o País.

Entre os destaques, ele citou editais lançados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Tecnológico (CNPq/MCTI) para a infraestrutura de pesquisa e universal, que tiveram valores recordes nos últimos anos e um novo edital para o programa Rhae, que tem como foco alocar pesquisadores nas empresas.

Outro avanço, disse, foi a continuidade do programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT). “Em 2013 o orçamento executado pelo CNPq, que é responsável por esses programas, atingiu pela primeira vez a casa dos R$ 3 bilhões. É o maior orçamento da história do CNPq”, comentou.

Raupp ressaltou também os investimentos realizados no âmbito da Finep, que contratou valor recorde de R$ 6,7 bilhões em operações de crédito às empresas inovadoras. Na soma de 2013 e 2014, informou, a agência de fomento contará, ainda, com R$ 1,2 bilhão de reais do Fundo Nacional de Desenvolvimento Tecnológico (FNDCT) para inovação nas empresas a título de subvenção econômica e para projetos cooperativos com instituições de pesquisa.

Segundo ele, o salto na atuação da Finep se deveu à implantação do Plano Inova Empresa. Do total dos R$ 32,9 bilhões previstos, arrecadados em vários fundos e ministérios, R$ 7 bilhões já foram contratados efetivamente e R$ 11 bilhões estão em fase de contratação, informou. “Portanto são R$ 18 bilhões, o que significa consecução de 55% da meta para dois anos. Estamos adiantados em relação ao tempo decorrido”, comemorou, ao citar como iniciativa relevante para o processo de interligação entre a instituições e pesquisa e o setor produtivo a constituição da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

Vanguarda

Como defendeu também Campolina em seu discurso, para Raupp a política científica e tecnológica precisa contemplar áreas do conhecimento que estão na vanguarda da ciência e que são imprescindíveis para a inovação tecnológica, a exemplo da nanotecnologia, da biotecnologia e da tecnologia da informação e da comunicação (TIC). “Não existe inovação tecnológica sem desenvolvimento dessas três grandes áreas. Esse é o futuro”, afirmou.

Neste sentido, o ex-ministro citou ações implementadas durante a sua gestão como a criação da Iniciativa Brasileira de Nanotecnologia (INB). “Um conjunto de medidas práticas que estão potencializando a nossa capacidade de gerar e aplicar novos conhecimentos em nanociência e nanotecnologia”, disse. “Os atores da INB são instituições de pesquisa e empresas e já existem parcerias importantes em andamento, com a participação da mais de 100 empresas.”

Na área de TIC, ele apontou o Programa Estratégico de Software e Serviços de Tecnologia da Informação (TI Maior), sob a coordenação do MCTI. “A ousadia desse programa pode ser resumida no fato de termos atraído para o Brasil quatro centros globais de P&D [pesquisa e desenvolvimento] e TI em um período pouco superior a um ano, com R$ 650 milhões investidos aqui”, destacou ao citar outras ações relevantes dentro da iniciativa, como o programa Start-Up Brasil e o Brasil Mais TI, tendo esse último como foco o treinamento de recursos humanos. “Os conteúdos dos cursos virtuais são desenvolvidos pelas empresas, e 103 mil estudantes já foram graduados em um ano”, disse.

Marco Antonio Raupp lembrou ainda os programas em fase de formatação na área de biotecnologia e para a região amazônica, o Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas e Hidroviárias (Inpoh), o novo anel do Laboratório Nacional Luz Síncrotron (LNLS), o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) e as ações em torno de sistema de prevenção de desastres naturais e do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Viver sem Limite).

“A visão abrangente da ciência e da sua necessidade de gerar resultados para a sociedade e para o País possibilitou mais de um avanço significativo ao MCTI nos últimos dois anos, por meio da atuação transversal dentro do governo federal e a parceria com 19 ministérios”, frisou. “Isso significa que a ciência, a tecnologia e a inovação estão se tornando cada vez mais presentes no governo e na sociedade promovendo benefícios para os diferentes setores”, concluiu.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação 

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