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Ciência e Tecnologia

Especialistas querem políticas de desenvolvimento sustentável no Brics

Cooperação internacional

Cinco países do bloco possuem desafios comuns nas áreas social, regional, ambiental, saúde e energia, ressalta assessora do BNDES
por Portal Brasil publicado: 27/03/2014 12h13 última modificação: 30/07/2014 01h36

Especialistas em ciência e tecnologia do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul defenderam que os sistemas de inovação das nações que compõem o Brics adotem políticas para desenvolvimento sustentável. O tema foi debatido, na quarta-feira (26), em painel do Seminário sobre Sistemas de Inovação e Desenvolvimento dos Brics – evento promovido pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

De acordo com a assessora da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Helena Lastres, este é o melhor momento para discutir mudanças nos paradigmas de inovação dos países membros do Brics. “O mundo não vai aguentar um crescimento contínuo como o que vivenciamos. Precisamos de novas práticas e políticas”, afirmou.

Ela ressaltou que há desafios comuns aos cinco países a serem superados nas áreas social, regional, ambiental, saúde e energia. O membro da Academia Chinesa de Ciências Xielin Liu citou o modelo do país asiático, que alia a demanda da sociedade por energia limpa ao conhecimento científico para diversificar a matriz energética. A geração de energia elétrica no país é basicamente feita a partir da queima do carvão.

 “Podemos não ter o modelo mais sustentável, mas estamos discutindo e implementando ações há pelo menos dez anos. No nosso novo setor energético estamos diversificando a matriz pelas indústrias fotovoltaica e eólica”, contou Liu. Segundo o pesquisador, as políticas de estímulo de transferência de tecnologia com empresas dinamarquesas e alemãs elevou o país ao patamar de maior instalador de estações eólicas no mundo.

O mercado fotovoltaico é um dos principais focos do governo chinês. O país é um dos líderes mundiais na produção de células fotovoltaicas de silício usadas nas placas que captam a energia do sol e a transformam em eletricidade. “O governo apoia cada vez mais a instalação de mais empresas e estações de energia fotovoltaica, inclusive financiando pesquisas nas companhias”, disse Xielin.

Investimento em pesquisa

Outra nação que depende do carvão mineral para gerar eletricidade é a África da Sul. A representante do país no painel, Michele Presend, defendeu a melhor distribuição de recursos para pesquisas. “Os governos devem ampliar os investimento em energias renováveis em vez de taxar o carvão mineral, como vem fazendo o da África do Sul. Os recursos existem, mas estão sendo mal empregados.”

Como resultado do seminário, o CGEE irá organizar um documento com as sugestões feitas pelos pesquisadores. A lista será entregue ao governo brasileiro para ser apresentada na Cúpula dos Brics, que acontece em julho, em Fortaleza (CE), e reunirá os chefes de Estado das nações. Na ocasião, o Brasil assumirá a presidência do bloco econômico.

O representante da Índia no encontro em Brasília, Dinesh Abrol, salientou que os chefes de Estado têm nas mãos a oportunidade de implementar paradigmas inovadores ao desenvolvimento sustentável. Nos últimos 20 anos, segundo o pesquisador, a Índia optou por políticas focadas no mercado industrial, aumentando as desigualdades sociais e problemas na saúde, educação e transporte.

 “As políticas de inovação têm que ser criadas antes de criarmos as tecnologias. Na reunião da Cúpula dos Brics devemos criar os novos paradigmas da inovação para criarmos espaço para eles no mercado mundial”, avaliou Abrol.

Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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