Ciência e Tecnologia
Gerador solar do satélite Cbers-4 passa por ciclo de testes
Espacial
O Gerado Solar (SAG, na sigla em inglês) do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (Cbers-4) passa na próxima semana pelos últimos testes no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP).
Seu envio para a China, país parceiro do Brasil no desenvolvimento do projeto Cbers, onde será integrado ao corpo do satélite, em fase de montagem, está programado para o próximo dia 8 de maio. Com mais de 16 metros quadrados (6,3 x 2,6 m) o SAG é responsável por captar a luz do Sol e convertê-la em energia para alimentar os equipamentos do satélite.
Apesar da dimensão avantajada o SAG pesa só 55 quilos, pois a avançada tecnologia empregada na sua fabricação pelas empresas Orbital Engenharia Ltda e Cenic Indústria e Comércio Ltda, ambas de São José dos Campos, utiliza materiais leves, mas de alta resistência e durabilidade. O Cbers-4 está programado para ser lançado da China na segunda semana de dezembro próximo.
Eficiência
Durante o tempo em que o satélite fica iluminado no espaço, o SAG além de abastecer os diversos equipamentos de bordo também completa a carga das baterias para energizar os equipamentos na fase de eclipse, ou seja, período em que a luz solar não atinge o equipamento. Desenvolvido com tecnologia moderna de células de tripla junção de alta eficiência energética o SAG do Cbers-4 gera até três mil watts de potência elétrica em condições normais de iluminação.
Até o momento, o gerador já passou pelos testes de desempenho elétrico de capacidade de geração de potência, ensaio de vácuo térmico, isolamento elétrico, aterramento, continuidade elétrica, tempo de abertura do painel e vibração acústica. Até a próxima semana serão realizados ainda os testes acústicos, inspeções visuais e elétricas e de abertura do painel.
Programa Cbers
Os governos do Brasil e da China assinaram, no dia 6 de Julho de 1988, um acordo de parceria envolvendo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e a Cast (Academia Chinesa de Tecnologia Espacial). O objetivo foi promover o desenvolvimento de um programa de construção de dois satélites avançados de sensoriamento remoto, denominado Programa Cbers (China-Brazil Earth Resources Satellite, Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres).
Com a união de recursos financeiros e tecnológicos entre o Brasil e a China, num investimento superior a US$ 300 milhões, foi criado um sistema de responsabilidades divididas (30% brasileiro e 70% chinês), tendo como intuito a implantação de um sistema completo de sensoriamento remoto de nível internacional.
A união entre os dois países é um esforço bilateral para derrubar as barreiras que impedem o desenvolvimento e a transferência de tecnologias sensíveis impostas pelos países desenvolvidos. A parceria conjunta rompeu os padrões que restringiam os acordos internacionais à transferência de tecnologia e o intercâmbio entre pesquisadores de nacionalidades diferentes.
Fonte:
Agência Espacial Brasileira
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