Ciência e Tecnologia
Plano ABC é um programa de grandeza maior, destaca gestor
Agricultura
Gestores públicos estão empenhados em traduzir o conhecimento científico em um política pública capaz de promover o manejo sustentável dos recursos naturais com a promoção da redução de gases de efeito estufa. “O plano ABC é algo inigualável quando analisamos iniciativas semelhantes feitas em outros países do mundo. Trata-se de um programa de grandeza maior”, afirma o presidente da Embrapa, Maurício Lopes.
Grupos de gestores estaduais do Plano ABC, pesquisadores e representantes de órgãos ligados à agricultura se encontraram nesta segunda-feira (7) para debater a iniciativa. O evento foi organizado pela Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). A reunião acontece até esta quarta-feira (9), com o acompanhamento das ações realizadas no âmbito do Plano ABC, as perspectivas e os próximos passos.
Resultados significativos
Caio Rocha, que representou o ministro da Agricultura, Neri Geller, destacou a importância das parcerias e do trabalho conjunto com todas as instituições envolvidas no programa. Ele citou a Embrapa, que tem contribuído significativamente com a oferta de tecnologias, como a de preservação dos solos, a recuperação de pastagens, a Fixação Biológica de Nitrogênio, a integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), dentre outros.
“Temos a satisfação de saber que somos os protagonistas do maior programa ambiental do mundo”, disse, ao lembrar que não existe em qualquer outro lugar do mundo um programa com o tamanho, a dimensão e a forma que está sendo estruturado o Plano ABC.
Rocha informou que, desde a implantação do plano, foram capacitados em todo o País quase 20 mil técnicos e produtores rurais e financiados R$ 6,55 bilhões em tecnologia para o campo, totalizando mais de 23 mil contratos firmados.
Entenda o Plano ABC
O Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC), elaborado de acordo com o artigo 3° do Decreto n° 7.390/2010, tem por finalidade a organização e o planejamento das ações a serem realizadas para a adoção das tecnologias de produção sustentáveis, selecionadas com o objetivo de responder aos compromissos de redução de emissão de GEE no setor agropecuário assumidos pelo País.
O Plano ABC é composto por sete programas, seis deles referentes às tecnologias de mitigação, e ainda um último programa com ações de adaptação às mudanças climáticas:
• Programa 1: Recuperação de Pastagens Degradadas;
• Programa 2: Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) e Sistemas Agroflorestais (SAFs);
• Programa 3: Sistema Plantio Direto (SPD);
• Programa 4: Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN);
• Programa 5: Florestas Plantadas;
• Programa 6: Tratamento de Dejetos Animais;
• Programa 7: Adaptação às Mudanças Climáticas.
A abrangência do Plano ABC é nacional e seu período de vigência é de 2010 a 2020, sendo previstas revisões e atualizações em períodos regulares não superiores a dois anos, para readequá-lo às demandas da sociedade, às novas tecnologias e incorporar novas ações e metas, caso seja necessário.
Para o alcance dos objetivos traçados pelo Plano ABC, no período compreendido entre 2011 e 2020 estima-se que serão necessários recursos da ordem de R$ 197 bilhões, financiados com fontes orçamentárias ou por meio de linhas de crédito.
Fonte:
Embrapa
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